Sabemos que a federação brasileira é composta por União, estados e municípios. É uma federação organizada de forma que municípios e estados e União, as três esferas, são poderes tributantes, ou seja, cobram tributos. Além disso, dentro deste modelo, os municípios absorvem, sem sombra de dúvida, o grande impacto das demandas da sociedade. É na porta dos municípios que o contribuinte bate procurando os primeiros atendimentos de saúde, assistência social... Diante de tudo isso, é necessário que os municípios participem mais ativamente da discussão da reforma tributária, e isso não vinha ocorrendo de forma institucionalizada, de forma oficial. Por conta disso, diante do pleito dos municípios, o Ministério da Fazenda montou a comissão e eu estou entre os indicados, pela Frente Nacional dos Prefeitos, a participar. A FNP representa os municípios, incluindo as capitais, que representam 75% do PIB nacional, portanto, é um grupo de muito peso na arrecadação do país. O objetivo é ter acesso aos números e projeções corretas, que darão sustentação à proposta que será feita. Fala-se em ampliar o potencial de crescimento em 10%, fala-se que não haverá perda de arrecadação... Precisamos nos apropriar desses números para fazermos as nossas análises. A primeira reunião com o Bernard Appy, secretário extraordinário da Reforma Tributária, será nos próximos dias.