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Agronegócio

Saca do café conilon bate em R$ 1 mil: entenda os motivos e os impactos no ES

Para 2024, a colheita está para começar, a expectativa da Conab é de que sejam colhidas 11,065 milhões de sacas de conilon no Espírito Santo

Publicado em 04 de Abril de 2024 às 15:11

Públicado em 

04 abr 2024 às 15:11
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Café conilon do ES, reconhecido pela sua qualidade e sabor
Café conilon do ES, reconhecido pela sua qualidade e sabor Crédito: Egídio Malanquini
O valor da saca de 60 kg do café conilon superou a marca dos R$ 1 mil nesta quarta-feira (03). Valor histórico. Há um ano, a mesma saca, de acordo com a Cooabriel, maior cooperativa de conilon do Brasil, estava cotada a R$ 620. Portanto, em 365 dias a valorização ficou em 61%. Os impactos disso no agronegócio capixaba, para os grandes e para os pequenos, é enorme, afinal, o conilon está presente em 50 mil das 108 mil propriedades rurais do Espírito Santo. O Estado responde por 70% de toda a produção da espécie no Brasil.
Para 2024, a colheita está para começar, a expectativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) é de que sejam colhidas 11,065 milhões de sacas de conilon no Espírito Santo. A preços de abril de 2023, a renda dos cafeicultores ficaria em R$ 6,86 bilhões. Nos níveis atuais de preços, isto salta para mais de R$ 11 bilhões, um acréscimo significativo de mais de R$ 4 bilhões, recursos que vão se espalhar por todo o interior capixaba, destacadamente nas regiões Norte e Noroeste, que são as grandes produtoras.
"O conilon vem se valorizando internacionalmente desde o final de 2022 e esta curva acentuou-se do final do ano passado para cá. Existe uma tempestade perfeita que favorece o Brasil e, consequentemente, o Espírito Santo. O Vietnã, maior produtor do mundo, e a Indonésia, outro grande produtor, por questões climáticas estão enfrentando quebras de safra. Os preços subiram fortemente e o Brasil, que elevou muito a qualidade do seu conilon nos últimos anos, está ocupando o espaço aberto no mercado internacional. Além disso, os problemas enfrentados pelos navios que passam pelo Mar Vermelho, por causa de ataques rebeldes, complicaram ainda mais a chegada do café asiático à Europa", explicou Michel Tesch, subsecretário de Desenvolvimento Rural do Espírito Santo.
Os números oficiais do comércio internacional brasileiro, fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, confirmam o momento. As exportações brasileiras de conilon avançaram, em janeiro e fevereiro de 2024, 530% em relação ao primeiro bimestre do ano passado. "Claro que Indonésia e Vietnã não terão quebras eternas de safra, mas já é um fato que o conilon brasileiro mudou de patamar no comércio mundial de café. Estamos ocupando espaços, abrindo mercados, melhorando a qualidade do produto e a expectativa é de que em mais alguns poucos anos sejamos os maiores produtores do mundo. Sem dúvida é algo muito relevante para o agronegócio capixaba", assinalou Tesch.
Carlos Augusto Pandolfi, superintendente da Cooabriel, reconhece os ventos favoráveis, mas faz um alerta. "É claro que o momento é de otimismo. Com a subida rápida do preço do café existe uma janela boa de oportunidade para que o produtor faça cálculo de conversão em função dos insumos que usa e aproveite o momento para se preparar para a próxima safra, adquirindo adubos e defensivos que permanecem com preço bom, se considerada a relação de quando o café estava a menos de R$ 600. Nosso cooperado sabe que o café conilon tem uma história longa de variações de valor, inclusive com preços muito baixos, agora é momento para comemorar e fazer bons negócios, bem como poupar parte dos lucros para se proteger de eventuais crises futuras".
O valor recorde anterior foi registrado em novembro de 2016: R$ 934,81 a saca (incluída a inflação do período). A alta foi provocada por uma quebra de safra aqui no Espírito Santo. Portanto, a situação de agora é positivamente diferente.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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