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Agronegócio

Safra recorde e preços elevados do café conilon vão injetar quase R$ 30 bi no interior do ES

Trata-se de um volume de dinheiro com potência suficiente para fazer a roda da economia capixaba girar com mais velocidade. Norte e Noroeste devem colher até 14 milhões de sacas

Publicado em 11 de Abril de 2025 às 03:50

Públicado em 

11 abr 2025 às 03:50
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Agronegócio 5.0: Fazenda Três Marias, em Linhares, aposta em tecnologia, como uso de sensores, além de integração floresta, lavoura de café, milho coco, frutas e milho e criação de gado. Negócio é administrado por Leticia Lindenberg
Lavoura de café conilon em fazenda de Linhares, Norte do Espírito Santo Crédito: Fernando Madeira
A safra do café conilon, que começará a ser colhida nos próximos dias, vai ser marcante para o Espírito Santo. A expectativa de empresários e produtores é de que sejam colhidas, em 2025, 18 milhões de sacas de 60 quilos, acima do recorde de 2022. A grande diferença com relação a 2022 é que os preços também estão lá no alto. A saca, que já chegou a superar os R$ 2 mil (algo inimaginável há três anos), fechou a quinta-feira (10) em pouco mais de R$ 1,5 mil. Caso o volume de 18 milhões se confirme e os preços fiquem no mesmo patamar de agora, estaremos falando de uma safra de R$ 27,9 bilhões. Caso a saca volte aos R$ 2 mil, o montante chega aos R$ 36 bilhões.
Trata-se de um volume de dinheiro com potência suficiente para fazer a roda da economia capixaba girar com mais velocidade, principalmente no interior, onde ficam as propriedades e uma boa parte das empresas que fazem a armazenagem, industrialização e comércio da produção. Norte e Noroeste do Estado, regiões que são o berço do conilon, vão abocanhar boa parte disso, com uma colheita que deve ficar entre 13 milhões e 14 milhões de sacas. A expectativa é de que esses bilhões de reais sejam usados na modernização das lavouras e métodos produtivos e também na compra de novas áreas para produção. Mas não vai ficar apenas por aí: o comércio local, o mercado imobiliário e as concessionárias de automóveis devem ser muito beneficiados pela onda praticamente perfeita.
"Seguramente teremos a maior safra da história. O clima foi muito bom e deveremos superar a safra de conilon de 2022. As estatísticas são um pouco desencontradas, mas o setor privado trabalha com uma safra de 18 milhões de sacas de conilon no Espírito Santo. Estou rodando pelas regiões cafeicultoras, já estive em São Domingos do Norte, Governador Lindenberg, São Gabriel da Palha, Vila Valério, Sooretama, Linhares e outras cidades, e realmente teremos uma colheita muito grande", disse o secretário da Agricultura do Espírito Santo, Enio Bergoli.
Ele deu alguns motivos para a queda do preço, mas garantiu que a cotação de R$ 1,5 mil é 'altamente remuneradora'. "A informação de que teremos uma ótima safra (o Brasil é o segundo maior produtor de conilon do mundo e o Espírito Santo responde por cerca de 70% da produção brasileira) já está circulando pelo mundo. A queda dos preços tem um pouco a ver com isso, mas também tem a ver com a movimentação natural de papéis, movimento de safra nova (mais úmida e mais barata) e safra antiga (mais seca e mais cara) e também com essa turbulência econômica que estamos vivendo nos últimos dias. O importante é que a saca a mais de R$ 1,5 mil é altamente remuneradora em relação aos custos de produção, principalmente para a agricultura do Norte, que é altamente técnica, com uma produtividade maior e um custo por saca menor".
Sobre o arábica, o Estado vive, em 2025, a chamada bienalidade negativa (por causas naturais a safra fica menor). Em 2024, a colheita capixaba ficou em 4 milhões de sacas, para este ano, a expectativa é de 3 milhões. Hoje, a saca do arábica está cotada entre R$ 1,8 mil e 2,3 mil. As áreas de arábica estão concentradas no Caparaó e Região Serrana, as mais altas do Espírito Santo.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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