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Comércio exterior

Sindiex e Vports reclamam de lentidão da Receita Federal no ES

Setor produtivo e concessionária responsável pelo Porto de Vitória não conseguem aprovar novas áreas alfandegadas e enviam carta para autoridades relatando a crise

Publicado em 12 de Janeiro de 2024 às 03:50

Públicado em 

12 jan 2024 às 03:50
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Navio
Navio durante manobra para atracar no Porto de Vitória Crédito: Carlos Alberto Silva/Arquivo
A Vports, concessionária responsável pelo complexo portuário de Vitória pelos próximos 30 anos, e o Sindiex (Sindicato do Comércio Importador e Exportador) do Espírito Santo, encaminharam uma carta ao governador Renato Casagrande, ao vice Ricardo Ferraço, ao presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Santos e aos membros bancada federal capixaba reclamando da lentidão da Receita Federal. O objetivo é fazer com que o nó chegue a Brasília, à mesa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O pano de fundo da carta é a tal regionalização de processos que a Receita vem, aos poucos, tirando do papel. A temida mudança no despacho aduaneiro, das mais relevantes atribuições da Alfândega, não saiu e nem deve sair por agora, só que a coisa não acaba aí. Em setembro passado, uma portaria retirou da estrutura de Vitória a responsabilidade sobre os processos de alfandegamento e desalfandegamento - áreas para o recebimento e despacho de mercadorias importadas ou que serão exportadas, ou seja, exclusivas para o comércio internacional. O que antes era feito por aqui passou a ser tocado pela Equipe Regional de Alfandegamento da 7ª Região Fiscal, no Rio de Janeiro.
Qualquer alteração em espaços alfandegados - ampliação, exclusão, mudança arquitetônica e outras tantas - precisa, antes de sair do papel, passar por uma comissão e ser vistoriada. A Vports tem processos parados há mais de 70 dias no órgão, ou seja, desde o começo de outubro. Tempo que, pela portaria, o pedido já deveria ter sido analisado.
"Alfandegamento é algo complexo, que depende de vistoria presencial e que tem pedidos constantes de mudança, grandes ou pequenas. Tem que ter uma estrutura operacional local, ainda mais em um Estado como o Espírito Santo, que tem uma grande estrutura de comércio internacional. Essa mudança feita em setembro pela Receita Federal está tirando competitividade do Espírito Santo e prejudicando as empresas ligadas ao comércio internacional. A Vports fez um investimento grande em Capuaba, Vila Velha,  e não consegue colocar para operar. É um prejuízo enorme para o comércio exterior, setor muito importante da economia do Espírito Santo. Algumas empresas podem se ver obrigadas a buscar alternativas fora daqui", explicou Sidemar Acosta, presidente do Sindiex.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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