De fato estamos vivendo em um mundo de muitas mudanças e que acontecem de maneira muito rápida em todos os campos. No capitalismo - que é o melhor sistema e que nos trouxe até aqui com grandes avanços econômicos e de bem-estar para a humanidade - notadamente há vencedores e perdedores.
Isso acaba jogando uma pressão muito forte sobre o papel das empresas, afinal, são uma reserva de competência que a sociedade tem. Diante disso, as empresas estão precisando se reinventar, incorporando pautas que antigamente não eram típicas delas, eram pautas de governo.
Me refiro à discussão do clima, da sustentabilidade, da inclusão social... É um novo papel de uma empresa que precisa ser legitimada pela sociedade para sobreviver. No século passado, a empresa era meramente um agente de produção econômica, hoje, é um agente de bem-estar social.
Claro, precisa dar lucro, o lucro é importante, mas ela é muito mais do que isso. Precisa gerar riqueza para os acionistas, mas também para os públicos que estão no seu entorno. Portanto, liderar ficou mais complexo.
O líder, hoje, precisa ser muito mais um agente do progresso do que um escravo da performance e do resultado. Ele precisa ter altas aspirações, elevar a barra de aspiração da empresa, olhar o longo prazo, trazer as pessoas para o jogo e energizá-las na direção dos resultados desejados.
É um desafio novo, complexo e que exige mais dele o papel de grande mobilizador.