Pelas contas da Secretaria da Fazenda, durante os seis meses de 2022 em que vigorou o corte do ICMS, o Estado deixou de arrecadar algo próximo a R$ 800 milhões que estavam no orçamento (que foi fechado no ano anterior, quando ainda não se debatia a redução do imposto). Sobre os investimentos, que já estavam na planilha orçamentária feita em 2021, houve um avanço de mais de R$ 1 bilhão: de R$ 1,54 bi, em 21, para R$ 2,86 bi, em 22. A redução do superávit já era prevista por conta dos investimentos, mas as mexidas no ICMS intensificaram a queda.
Nesta semana, em Brasília, os governadores, incluindo Renato Casagrande, discutem com o governo federal uma compensação das perdas, estimadas em R$ 45 bilhões pelos Estados. Para 2023, no Espírito Santo, cerca de R$ 1,6 bi deixarão de ser recolhidos aos cofres do Estado (70%) e 78 municípios (30%).