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Papel e celulose

Suzano compra ativos da Kimberly-Clark no Brasil: qual é o impacto no ES?

A companhia, uma das maiores produtoras de celulose do mundo, avança no processo de agregação de valor e alcança 22% do mercado brasileiro de tissue

Publicado em 25 de Outubro de 2022 às 17:26

Públicado em 

25 out 2022 às 17:26
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Linha de produção de tissue na unidade Mucuri da Suzano Papel e Celulose.
Linha de produção de tissue na unidade Mucuri da Suzano Papel e Celulose. Crédito: Ricardo Teles/Divulgação Suzano
A Suzano anunciou nesta segunda-feira (24) a compra dos ativos de papéis sanitários (tissue) da norte-americana Kimberly-Clark no Brasil. O negócio ficou próximo dos US$ 200 milhões. A companhia, uma das maiores produtoras de celulose do mundo, avança no processo de agregação de valor da sua produção e alcança 22% do mercado brasileiro de tissue. A Suzano torna-se dona de marcas relevantes como o papel higiênico Neve, um dos mais consumidos do país, e de uma fábrica de papéis sanitários em Mogi das Cruzes (SP), com capacidade de 130 mil toneladas por ano.
Qual é o impacto da aquisição aqui para o Espírito Santo? Na avaliação de executivos ouvidos em reserva, é positivo. A Suzano - que foi Aracruz Celulose e depois Fibria no Estado - tem um importante ativo industrial por aqui. Tudo começou com as fábricas de celulose de fibra de eucalipto, uma commodity. Nos últimos anos, a companhia acelerou o processo de verticalização e agregação de valor à produção. Em março do ano passado, inaugurou a fábrica de papéis sanitários de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Espírito Santo, com capacidade para 30 mil toneladas ano. Um investimento de R$ 130 milhões. Em junho deste ano, a Suzano anunciou a intenção de fazer mais uma unidade de tissue no Estado, em Aracruz, com capacidade para 60 mil toneladas por ano. Um aporte de R$ 600 milhões. A expectativa é de que a operação seja iniciada em 2024.
Na visão do executivo, a aquisição da Kimberly-Clark no Brasil confirma a disposição da Suzano de agregar valor à produção e o Espírito Santo faz parte deste ecossistema. É muito provável que as fábricas capixabas passem a fazer produtos de marcas como Neve com o objetivo de distribuir para os mercados do Sudeste, Norte e Nordeste. "A Suzano vem dando um recado claro de para onde pretende ir. O Espírito Santo, por tudo que foi anunciado até agora, está dentro desse barco".

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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