"O conhecimento adquirido e a tecnologia empregada possibilitam que essa aceleração inicial esteja sendo mais rápida que o comum. A expectativa de alcançarmos 100% da capacidade em seis meses se dá pelo fato de termos uma demanda reprimida por papel tissue (para higiene pessoal) no Sudeste brasileiro, que é a região que será atendida pela fábrica de Aracruz. A ideia, além de aumentar a produção e atender o mercado, é avançar na nossa eficiência e também na dos nossos clientes. Um centro de distribuição foi construído ao lado da fábrica de Aracruz justamente para ampliar a eficiência de atendimento. Vamos, com isso tudo, suprir a demanda existente e abrir novos mercados", explicou Luís Bueno, vice-presidente de Bens de Consumo e Relações Corporativas na Suzano
Das 60 mil toneladas anuais, 30 mil irão para a fábrica de Cachoeiro de Itapemirim - que converte a bobina de papel nos produtos finais (lenços e papel higiênico, por exemplo) - e 30 mil serão convertidas na própria linha de Aracruz. "É outro ganho relevante, já que, hoje, as bobinas que abastecem Cachoeiro precisam vir de Mucuri, no Sul da Bahia. O Espírito Santo, importante observar isso, passar a ter toda a linha do papel: eucalipto, celulose, papel, conversora e porto. É algo bastante relevante para a economia regional", assinalou o executivo.
A Suzano, líder global na produção de celulose (matéria-prima do papel) a partir da fibra de eucalipto, é e seguirá sendo uma gigante na produção da commodity. Mas, em meados da década passada, a companhia tomou a decisão de agregar valor à sua produção e entrou pesado no mercado de tissue, que são papéis para higiene pessoal. A Suzano investiu em fábricas, comprou a Kimberly Clark no Brasil e, hoje, já é dona da maior fatia do mercado nacional. No mundo, fora os Estados Unidos, o conglomerado brasileiro adquiriu 51% da Kimberly Clark. É uma mudança relevante nos rumos da empresa e também nos rumos da economia capixaba.