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Suzano vai parar de trazer madeira de Minas e deve cortar produção no ES

Minas Gerais responde por algo perto de 20% da madeira consumida pelas usinas de celulose capixabas. A conta do transporte de Minas para cá não está parando de pé

Publicado em 07 de Novembro de 2025 às 03:00

Públicado em 

07 nov 2025 às 03:00
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Suzano
Fábrica de celulose da Suzano em Aracruz, Norte do Espírito Santo Crédito: Carlos Alberto Silva
A Suzano, maior produtora mundial de celulose a partir de fibra de eucalipto, decidiu parar de trazer madeira de Minas Gerais para abastecer as três fábricas de celulose de Aracruz, Norte do Espírito Santo. A VLI, responsável pelo transporte da matéria-prima, que vem de trem pela Vitória-Minas, já foi informada da decisão e prestará o serviço até o final de dezembro. Minas responde por algo perto de 20% da madeira consumida pelas usinas capixabas.
A consequência dessa decisão é que a produção de celulose, diante de uma quantidade menor de eucalipto, pode ter de cair, o que seria um duro golpe na produção industrial do Estado. Pelo o que a coluna apurou, o martelo sobre a madeira mineira já foi batido. Sobre o corte de produção, ainda não, mas não vai tardar.
A Suzano tem capacidade para produzir 2,3 milhões de toneladas de celulose por ano em Aracruz. Hoje, está em 2 milhões de toneladas/ano. Caso a fabricação de celulose caia na mesma proporção do encolhimento da entrega de madeira, pode chegar a 1,6 milhão de toneladas por ano.
A base florestal do Espírito Santo não dá conta das necessidades das três fábricas da Suzano em Aracruz. Assim, cerca de 50% do eucalipto utilizado precisa vir de Bahia e Minas Gerais. A coluna apurou que a conta do transporte de Minas para cá não está parando de pé, por isso, a multinacional tomou a decisão. Como recomposição de base florestal não é algo simples e rápido de ser feito, a produção de celulose em Aracruz, caso passe mesmo por um encolhimento, pode ficar afetada por um período relativamente longo.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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