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Comércio internacional

Tarifaço de Trump: exportadores do ES veem concorrentes ainda em "vantagem muito grande"

Governo dos Estados Unidos cortou parte da tarifa em cima dos produtos brasileiros, mas desigualdade segue enorme. Café do Brasil paga 40% e o do Vietnã zero

Publicado em 17 de Novembro de 2025 às 17:45

Públicado em 

17 nov 2025 às 17:45
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Sacas de café brasileiro prontas para serem exportadas pelo Espírito Santo
Sacas de café brasileiro prontas para serem exportadas pelo Espírito Santo Crédito: Abdo Filho
Na última sexta-feira (14), o governo dos Estados Unidos anunciou uma redução de 10 pontos percentuais na tarifa de importação imposta em cima de produtos brasileiros como café e carne: de 50% para 40%. Trata-se de um corte muito distante do necessário para colocar a produção do Brasil em pé de igualdade com a concorrência. Embora reconheçam os avanços, os exportadores afirmam que é preciso continuar na mesa de negociação com os EUA.
"Houve uma redução de 50% para 40%, é alguma coisa, mas os nossos concorrentes seguem com uma vantagem muito grande sobre nós. O Vietnã, que é o maior produtor de conilon do mundo, está zerado. Dificulta muito a competição no maior mercado de café do mundo, que são os Estados Unidos. Precisamos, governo e instituições, seguir negociando, aliás, precisamos de ainda mais força nas negociações. Precisamos encontrar um caminho para mitigar essa tarifa que é a maior em vigor", disse Fabrício Tristão, presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória.
Os Estados Unidos são o maior destino do café solúvel e de algumas qualidades de arábica, caso dos especiais, produzidos no Brasil. Portanto, trata-se de um grande comprador de itens de maior valor agregado, além de comprarem em grande quantidade. O Espírito Santo tem um dos maiores parques produtores de café solúvel do mundo, com unidades importantes em Linhares (Ofi e Cacique) e Viana (Realcafé), e tem lavouras relevantes de arábicas especiais, principalmente nas montanhas.
"Os exportadores, claro, buscam alternativas, mas não é tão simples. Existe um processo de aprovação de qualidade, o gosto do consumidor, a própria logística existente, enfim, há uma complexidade. Não se muda de comprador, principalmente lá fora, de uma hora para outra. Claro, há um dever de casa a ser feito, mas precisamos focar nas negociações, é muito importante para a economia do agronegócio capixaba", disse Tristão.
Por ano, o Espírito Santo produz cerca de 18 milhões de sacas de conilon, algo perto de 70% da produção brasileira, e pouco mais de 3 milhões de sacas de arábica. O café está em 60 mil propriedades do Estado.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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