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Agronegócio

Venda de cafés especiais bate em R$ 1 bi no Espírito Santo

Produtores do Estado, principalmente os que ficam nas regiões mais altas, estão investindo forte na qualidade da produção, os resultados já estão aparecendo

Publicado em 28 de Setembro de 2022 às 03:59

Públicado em 

28 set 2022 às 03:59
Abdo Filho

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Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Café Cordilheiras do Caparaó
Café produzido do Caparaó capixaba Crédito: Café Cordilheiras do Caparaó /Divulgação
Até o início dos anos 2000, o café arábica do Espírito Santo, principal atividade agrícola do Estado desde meados do século XIX, era tido como de baixa qualidade. O conilon, que ganhou espaço a partir dos anos 60, é ideal para blend (mistura), no jargão do negócio. A situação começou a mudar nos últimos anos, com produtores, destacadamente os das montanhas capixabas, investindo forte em qualificação e agregando valor à produção.
O movimento está dando bons resultados, já são R$ 1 bilhão em vendas de cafés especiais movimentados pelo Espírito Santo, com um volume de 600 mil sacas do produto comercializado. A conta é do Grupo Tristão, dono da marca Realcafé e um dos grandes incentivadores da valorização do café capixaba. Há 17 anos a companhia organiza o Prêmio Realcafé Reserva UCC de Qualidade, feito em parceria com a gigante japonesa Ueshima Coffee Company. A ideia, que deu certo, era incentivar os produtores a produzir cafés acima de 80 pontos.
“Logo no início do prêmio percebemos que era necessário valorizar o produtor rural para que conseguíssemos o café com a qualidade que esperávamos nas montanhas do Espírito Santo. A compra da saca dos lotes finalistas com valor agregado foi uma forma de estimular a produção dos grãos de qualidade”, explicou o gerente de Vendas da Realcafé Reserva, Henrique Tristão.
“Trouxemos avaliadores japoneses que se encantaram com o café das montanhas do Espírito Santo. O prêmio consolida nossos arábicas como cafés com mais de 80 pontos de avaliação sensorial, isso é excelente. É a valorização do produto capixaba. Esse mercado não para de crescer e de um tempo pra cá nossos cafés que eram exportados começam a fazer parte das nossas vendas internas”, comemora o superintendente da Tristão, Márcio Ferreira, que também preside o Centro do Comércio de Café de Vitória.
As inscrições para o prêmio deste ano estão abertas e se encerram no dia 25 de novembro. Serão distribuídos R$ 45 mil aos três primeiros colocados, sendo R$ 20 mil para o primeiro, R$ 15 mil para o segundo e R$ 10 mil para o terceiro classificado. Além disso, os lotes finalistas serão comprados pela empresa organizadora por R$ 1,7 mil a saca de 60 quilos.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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