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Economia

Direções para a infraestrutura no ES

Parte de um complexo de infraestrutura consolidada permanece subutilizado ou isolado física e economicamente, sem ter o seu potencial explorado para o desenvolvimento de cadeias produtivas no Estado

Publicado em 08 de Fevereiro de 2021 às 02:00

Públicado em 

08 fev 2021 às 02:00
Aldren Vernersbach

Colunista

Aldren Vernersbach

aldren.vernersbach@gmail.com

Porto de Vitória: leilão para a concessão à iniciativa privada é previsto para novembro de 2021
Os portos do Estado possuem terminais consolidados e alguns em fase de transformação patrimonial, como os que serão ofertados pela Codesa Crédito: Codesa/Divulgação
Um dos temas mais debatidos nos últimos anos no país é a insuficiência geral da infraestrutura. A repetição de que é necessária mais infraestrutura verte, quase exclusivamente, para a criação de novos projetos. Entretanto, um novo pensamento precisa ser inserido nas discussões para o setor. É essencial e muito mais produtivo, no curto prazo, pensar em termos de melhorias no aparato infraestrutural já disponível.
No Espírito Santo, a discussão gira em torno de novos projetos, um tanto apartados de uma análise da real viabilidade econômica. Contrapondo a extensão desse longo debate está o senso de urgência, decorrente da incessante competição entre os Estados, o que cria o risco de “esvaziamento produtivo”. Nesse cenário, parte de um complexo de infraestrutura consolidada permanece subutilizado ou isolado física e economicamente, sem ter o seu potencial explorado para o desenvolvimento de cadeias produtivas no Estado.
No ramo ferroviário, no que tange à infraestrutura em território capixaba, um exemplo é o ramal no ES da Ferrovia Centro-Atlântica, com concessão ativa e cortando a Região Sul do Espírito Santo. A estrutura se deteriora e o seu potencial (tipo de carga) ainda não foi de fato descoberto, podendo ser devolvida à União, encerrando-se a concessão. A ferrovia é um dos indicativos de que despender esforços para novos grandes projetos exige estudos aprofundados de sua exequibilidade e especificidade produtiva.
A mesma reflexão é válida para o complexo portuário capixaba. Os portos do Estado possuem terminais consolidados e alguns em fase de transformação patrimonial, como os que serão ofertados pela Codesa após a implementação de seu novo modelo. Os possíveis encadeamentos produtivos são inúmeros e podem ser facilitados pela melhoria da regulação, especificação da infraestrutura e interligação entre os modais (com controle do Estado ou sob concessão).
Dessa forma, aprimorar a infraestrutura já existente é mais eficaz no curto e médio prazo em termos de ampliação da competitividade e urgência, o que é reforçado pela atual crise econômica.
Por meio de estudos, é possível encontrar formas de contribuir para a promoção do adensamento produtivo ao redor dessas infraestruturas remodeladas e estimular o desenvolvimento de novas atividades econômicas que as utilizem.
Os artigos assinados não traduzem necessariamente a opinião de A Gazeta.

Aldren Vernersbach

A economia capixaba tem espaço aqui, com textos do economista, pesquisador e consultor, vinculado ao Instituto de Economia da UFRJ, membro do GEE, economista-membro da International Association for Energy Economics (IAEE) e do Institute for New Economic Thinking (INET)

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