A economia brasileira afetada pela paralisação das atividades não essenciais – medida adotada para controlar a pandemia da Covid-19 – reflete o seu baixo desempenho nos índices de crescimento dos setores econômicos e nos que revelam a atração e execução de investimentos no país.
Os investimentos no segundo trimestre de 2020 recuaram 15,4%, a Formação Bruta de Capital Fixo diminuiu 15,2% na comparação com 2019, apontando uma reação à queda no consumo e na demanda de diversos segmentos econômicos. O PIB do Brasil já registra uma retração próxima de 10,6% no segundo trimestre com relação ao mesmo período de 2019.
Dentre os setores mais afetados, a indústria teve uma das maiores retrações produtivas. A queda na produção industrial chegou a 12,3%. O desempenho econômico não apresenta melhora não apenas pela situação global de recuo na atividade produtiva, mas como reflexo de uma política econômica ainda desajustada, errante e incoerente com o contexto.
A disposição do setor privado em investir é diminuta diante dos elevados riscos. Em todo o mundo, governos nacionais elaboraram medidas para mitigar o encolhimento dos investimentos, agindo diretamente como investidores, o que ainda não é notado no Brasil. A recuperação econômica nesta crise exige recursos e direcionamentos estatais, atrelados ao setor privado de maneira coerente, observando quais os formatos de investimentos podem contribuir para acelerar uma recuperação e ainda ampliar de modo estruturante a competitividade.
O retorno a um nível elevado de investimento nacional e estrangeiro está ligado às medidas a serem adotadas dentro do quadro da política econômica e dos investimentos comandados pelo Estado. As parcerias público-privadas nesse contexto atual se apresentam como uma possibilidade de estimular a recuperação econômica.