A economia brasileira, bem como as demais economias globais, estão nesse período singular em um processo de mitigação dos efeitos da crise sanitária, humanitária e econômica provocada pela pandemia. Obviamente, cada nação – e cada território que a compõe – está sofrendo esta crise de maneira diferente, conforme a sua capacidade de reação, dependente dos seus meios de lidar com a desaceleração da economia e conceber novos dispositivos dentro de uma nova política econômica, por sua vez compatível com o novo contexto econômico.
O quadro de mecanismos usados para estimular o desenvolvimento precisa ser revisto, o que é justificado pelo cenário de inúmeros desestímulos aos investimentos. Os governos têm a tarefa de inovar nos modelos de incentivos e nas proposições centradas em sua própria atuação. Uma política de desenvolvimento econômico em meio à crise precisa considerar a nova dimensão da urgência.
A diminuição das receitas estatais e, consequentemente, a deterioração da capacidade de investir em meio à crise atual impõem a máxima atenção na determinação de quais investimentos são capazes de gerar um efeito propulsor na economia, beneficiando de forma perene o ambiente produtivo.
No contexto contemporâneo, os investimentos estatais se tornaram uma solução, mas que exige uma base econômica indicando que tipo de projeto deve ser priorizado na crise, para que os investimentos públicos sejam eficazes na promoção da recuperação da economia. O direcionamento de recursos para cada medida desenhada deve ser pautado pelo potencial de geração de crescimento econômico.