O Espírito Santo e Rondônia possuem a boa avaliação fiscal, porém, conforme análise recente, não estão entre os Estados que possivelmente em 2021 se recuperarão de forma acelerada da crise econômica gerada pela
pandemia (Mato Grosso do Sul, Pará, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Goiás), reforçando que o desenvolvimento econômico depende de uma miríade de estratégias dentro do ambiente da economia e não apenas do equilíbrio fiscal. O objetivo da responsabilidade e equilíbrio fiscal é justamente dotar o Estado de capacidade de investir.
A definição de uma estrutura de mecanismos contemporâneos, condizentes com a particularidade do momento e suas transformações, é tarefa essencial para o Estado nacional e seus entes subnacionais acelerarem o processo de recuperação da economia em crise.
A simples concessão de subsídios e incentivos fiscais não cumpre essa tarefa, pois não transforma a estrutura econômica, não garante vantagens sólidas aos investimentos e não beneficia de forma sustentada as empresas que se fixam no território.
Neste contexto global de crise já incontestável, para muito mais que controle fiscal, a política econômica do Espírito Santo para o seu desenvolvimento precisa expandir o sistema de infraestrutura, abarcar uma política industrial de grande dimensão, conceber modernos modelos de parcerias público-privadas e garantir investimentos estatais em obras factíveis e essenciais aos setores centrais da economia capixaba, objetivando elevar a competitividade, produtividade e eficiência das indústrias e empresas e gerar emprego e renda.
A política econômica e de desenvolvimento precisa ser modelada de forma inovadora e compatível com a proporção da crise atual e aumento da competição entre as regiões nacionais e globais por novos investimentos.