O FMI estima queda de -9,1% no PIB do Brasil em 2020, o Banco Mundial estima -8%. A crise econômica já produz os seus efeitos: desemprego, queda das receitas estatais, falência ou realocação de empresas do país em regiões mais atrativas. A recuperação da economia poderá ser lenta ou, a depender da política econômica e dos projetos prioritários, ser mais acelerada. Investimentos com potencial de ampliar a competitividade e a produtividade das empresas devem ser priorizados pelos governos, pois são capazes de beneficiar toda a economia de imediato e no longo prazo.
Os investimentos em infraestrutura têm esse potencial, uma vez que proporcionam o aumento da produtividade, ampliando os rendimentos das atividades econômicas e, consequentemente, expandindo a competitividade territorial, o que estimula a elevação dos investimentos produtivos.
Os investimentos em infraestrutura têm a capacidade de ampliar a competitividade de forma sistêmica na economia. Por conseguinte, ao se elevar a competitividade local, amplia-se a atratividade para outros investimentos e eleva-se a produtividade das empresas e indústrias já instaladas no território, o que propulsiona o desenvolvimento econômico.
Esses investimentos devem ser fundamentados e, portanto, factíveis, atributos que os declaram possíveis de serem executados no curto e médio prazo. A certeza da sua viabilidade é o que os tornarão realidade e não uma especulação. Compreendem obras viárias (rodovias, estradas, pontes, túneis, alças logísticas), infraestruturas de energia e de telecomunicação/interconectividade digital.
Eis uma proposição para que o país e o Estado capixaba cresçam no pós-pandemia, entretanto, aponta-se aqui apenas e, tão somente, a direção lógica para a agenda de projetos e para a política econômica, destinadas à recuperação da economia nacional e estadual.
É necessário um plano, o que exigirá do Estado e do setor industrial/produtivo: (i) definição do que é de fato viável e realizável; (ii) plano de financiamento responsável dos investimentos estatais e parcerias público-privadas; (iii) novos mecanismos de política econômica para viabilizar os investimentos.
Qualquer plano deverá ser muito bem delineado e pautado na lógica e na teoria econômica, senão, poderá se tornar mais uma falácia da infraestrutura no Espírito Santo e no Brasil. Deve ser salientado, novamente, que os investimentos em infraestrutura aumentam a produtividade e a competitividade dos setores econômicos, proporcionando o crescimento de empresas, de empregos e da economia em sua totalidade, para tanto, precisam ser factíveis.