A crise econômica provocada pela
pandemia de Covid-19 iniciará um processo de reversão, na medida em que ocorrer a retomada das atividades econômicas e sociais, seguindo o ritmo da vacinação no país. Obviamente, a recuperação dos níveis de produção é paulatina, ocorrendo num primeiro momento em segmentos da base industrial essencial e fornecedores de insumos.
Diante do novo cenário econômico, o gradativo retorno à normalidade precisa ser apoiado e alavancado por mecanismos de política anticíclica, cuja tarefa é interromper a estagnação econômica e a insuficiência de investimentos. Destaque deve ser dado aos dispositivos promovedores da ampliação da oferta de crédito ao setor produtivo.
A instauração de programas de empréstimos e financiamento de investimentos é primordial em uma nova fase do ciclo econômico, onde será erigida a estabilidade da economia, retomado o crescimento da demanda e a geração de receitas estatais. Aumentar o crédito para empresas locais é fornecer os meios de sustentação de suas atividades e estimular o retorno dos investimentos, o que, por consequência, tem a função de assegurar a recuperação econômica estruturada e o desenvolvimento local.
Uma política de expansão do crédito pode ser focalizada em segmentos da economia que são potenciais geradores de demanda em suas cadeias produtivas, criando um crescimento em forma de rizoma no ambiente econômico. Os setores cujas cadeias já são consolidadas e se encontram inteiramente estabelecidas no Estado podem ter programas particularmente voltados às suas necessidades de investimentos.
Saliente-se que as oportunidades surgidas ao longo da recuperação da economia nacional somente serão aproveitadas pelas regiões que criarem condições para a efetuação de investimentos, a fim de proporcionar a expansão produtiva, atualização tecnológica e o acesso a novos mercados. A ampliação da oferta de crédito está entre as formas mais eficazes de propiciar os investimentos no cenário de retomada do crescimento.
Os Estados brasileiros com um adequado aparato institucional, como o Espírito Santo com seus bancos públicos, detêm os meios para elaborar, estruturar e executar uma política de estímulos com esse formato, composta por mecanismos de viabilização de investimentos via concessão de crédito.
*Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta