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Ana Laura Nahas

Como na canção, a hora do encontro é também despedida

Se o trem que chega for mesmo o mesmo trem da partida, a alegria do retorno ao lar se alterna com o medo estampado na frase de quem não sente segurança de voltar para casa

Publicado em 19 de Abril de 2026 às 05:00

Públicado em 

19 abr 2026 às 05:00
Ana Laura Nahas

Colunista

Ana Laura Nahas

ana.laura.nahas@gmail.com

Dia e noite, letra e melodia, unha e cutícula, queijo e goiabada, o tempo e a cura, Tom e Vinícius, João Gilberto e o silêncio. Certas duplas são mesmo difíceis de separar. 


Nas últimas semanas, andei pensando especialmente em uma delas, uma mistura de charme e chavão, poesia e lugar-comum, aconchego e clichê. Andei pensando na simetria entre encontro e despedida.

A hora de um é também a outra, exatamente como diz a canção.

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Se for verdade que chegar e partir são só dois lados da mesma viagem, um afeto nascente esbarra no samba que invade a madrugada sem a gente saber que seria o último ato do passista. 

O até logo de um amigo que mudou de emprego segue a mesma estrada de um recomeço que a gente ensaiou por meses e enfim aconteceu. A agonia de alguém muito próximo tropeça numa aventura à espera de mais encontros e outras despedidas.


O abraço pode ser um gesto simples, mas traz diversos benefícios para a saúde física e mental (Imagem: Gorodenkoff | Shutterstock)
Encontros e despedidas Gorodenkoff | Shutterstock
Se o trem que chega for mesmo o mesmo trem da partida, a alegria do retorno ao lar se alterna com o medo estampado na frase de quem não sente segurança de voltar para casa. Um e outro indo, voltando, ficando, revezando um único trilho.

Tem chegada que muda tudo. Outras se instalam de mansinho, como se nunca tivessem havido. Certas partidas não passam de deslocamento. Outras são adeuses, posfácios, ponto final. 

Tem saída que é perda. Outras se parecem mais com brisa, liberdade, livramento. Certos encontros abarcam o universo inteiro, como se não houvesse mais nada. Às vezes a despedida está logo ali, assistindo a tudo, pacientemente, de camarote. 


Ana Laura Nahas

É jornalista e escritora, com passagens pelos jornais A Gazeta e Folha de São Paulo e pelas revistas Bravo! e Vida Simples. Autora dos livros Todo Sentimento e Quase um Segundo, escreve aos domingos sobre assuntos ligados à diversidade, comunicação e cultura

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