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8 de março

O Dia Internacional da Mulher e as batalhas que ainda não vencemos

Como celebrar a força feminina diante do fato de que, mais de um século depois, nossos salários ainda são, em média, 77,7% menores que os dos homens?

Publicado em 07 de Março de 2021 às 02:00

Públicado em 

07 mar 2021 às 02:00
Ana Laura Nahas

Colunista

Ana Laura Nahas

ana.laura.nahas@gmail.com

Dia Internacional da Mulher
Acho difícil ignorar os números que escancaram o quanto as mulheres ainda são subjugadas, desrespeitadas, interrompidas, contrariadas, desvalorizadas, sobrecarregadas, violentadas e assassinadas Crédito: Freepik
Datas comemorativas, de um modo geral, não me animam muito. É claro que dou valor às causas que importam, em especial àquelas ligadas ao bem-estar coletivo, à inclusão, à justiça e à diversidade. Da mesma forma, entendo que um dia disto ou daquilo, um mês de uma cor ou outra servem para destacar temas, estimular cuidados, proteger minorias, iluminar batalhas que ainda não vencemos por completo.
No entanto, apesar do risco de ser considerada mal- ajambrada e mal-humorada, confesso que tenho um pequeno ranço do uso superficial e desenfreado das datas comemorativas.
Como deixamos, por exemplo, o consumismo frenético ocupar o lugar que devia ser da alegria, da esperança e da renovação no Natal? A partir de quando o Dia dos Namorados esqueceu de celebrar o amor para se tornar a noite oficial de arrumar treta em restaurante e ficar em fila de motel? Em que ano o Dia das Mães virou dia de comprar fogão, e o Dia das Crianças dia de dar brinquedos que filhos, afilhados e agregados simplesmente não precisam?
Por que o dia 8 de março se transformou no dia internacional de homenagear as mulheres com flores e chocolates, ignorando que a data nasceu para protestar contra as desigualdades de gênero no mercado de trabalho? Como celebrar a força feminina diante do fato de que, mais de um século depois, nossos salários ainda são, em média, 77,7% menores que os dos homens?
Não é que eu não goste de flores e chocolate (muito pelo contrário). Só acho difícil ignorar os números que escancaram o quanto as mulheres ainda são subjugadas, desrespeitadas, interrompidas, contrariadas, desvalorizadas, sobrecarregadas, violentadas e assassinadas.
Não é que eu não goste de flores e chocolate (adoro). Só acho difícil esquecer o quanto a pandemia nos fez ainda mais vulneráveis às históricas desigualdades entre homens e mulheres.
Não é, realmente, que eu não goste de flores e chocolate. Mas como celebrar sem lembrar, neste 8 de março e em todos os outros dias, das batalhas que ainda não vencemos?
*Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

Ana Laura Nahas

É jornalista e escritora, com passagens pelos jornais A Gazeta e Folha de São Paulo e pelas revistas Bravo! e Vida Simples. Autora dos livros Todo Sentimento e Quase um Segundo, escreve aos domingos sobre assuntos ligados à diversidade, comunicação e cultura

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