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Pandemia

O que as vacinas têm em comum se chama esperança

Cada imagem de um conhecido vacinado suaviza, um pouco que seja e mesmo que de longe, a imensidão de perdas que experimentamos ao longo do último ano

Publicado em 23 de Maio de 2021 às 02:00

Públicado em 

23 mai 2021 às 02:00
Ana Laura Nahas

Colunista

Ana Laura Nahas

ana.laura.nahas@gmail.com

Ana Claudia Souza, enfermeira servidora na Unidade de Saúde de Araças. tomou a vacina contra Covid-19 de Oxford Astrazeneca
Assisto a um depois a outro receber a suada vacina contra a Covid-19 com um misto de alívio, felicidade e expectativa Crédito: Fernando Madeira
Ainda não chegou a minha vez, mas que alegria testemunhar aqueles que amo sendo imunizados, mesmo que a conta-gotas. Mãe, sogra, tios, irmã, marido e também gente querida que há tempos eu não vejo… Assisto a um depois a outro receber a suada vacina contra a Covid-19 com um misto de alívio, felicidade e expectativa.
Cada imagem de um conhecido vacinado suaviza, um pouco que seja e mesmo que de longe, a imensidão de perdas que experimentamos ao longo do último ano. Cada viva-o-SUS, cada viva-a-ciência carimbados nas postagens dos vacinados nos protege, mesmo que um pedacinho apenas, da sobrecarga atual da rotina.
Até as fotos mais borradas pela emoção do momento nos alegram, porque abrandam o isolamento e seu efeito devastador nas finanças, nos afetos, na saúde mental, na destruição de planos, sonhos e projetos de cada um de nós.
Os relatos animam a caminhada, feita de estatísticas tenebrosas, decisões revoltantes, descaso, sarcasmo, polarização e encenação quando o que precisávamos era cuidado, empatia, união e transparência.
Cada figurinha, cada camiseta, cada mensagem a estampar que vacinas salvam vidas nos ajudam a continuar, contra a descrença, contra o negacionismo, contra as estatísticas. Estar vivo num país de quase 450 mil mortos não deixa de ser um ato de resistência e sorte.
Mesmo para quem se dedica a analisar dados e contextos para transformá-los em narrativas da vida real, não é fácil entender e explicar os quase 3,5 milhões de mortos ao redor do mundo desde a chegada da Covid-19. Os números, tragicamente inflados pelo Brasil, crescem de um jeito tão avassalador que fica até difícil ser preciso na hora de contá-los.
Eram 446 mil vidas interrompidas pela pandemia no Brasil no momento em que escrevi este texto. Quantas serão na hora em que ele for lido?
Apesar das diferenças de ideologia, origens e eficácia, o que as vacinas AstraZeneca, Coronavac, Janssen e Pfizer têm em comum se traduz em uma única palavra: esperança. As vacinas contra a Covid-19 não apenas salvam vidas. Elas também nos fazem acreditar que vai passar.

Ana Laura Nahas

É jornalista e escritora, com passagens pelos jornais A Gazeta e Folha de São Paulo e pelas revistas Bravo! e Vida Simples. Autora dos livros Todo Sentimento e Quase um Segundo, escreve aos domingos sobre assuntos ligados à diversidade, comunicação e cultura

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