Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Angelo Passos

Eleições no Congresso mascaram fragilidades da base governista

Pressão nas redes sociais ajudou Davi a derrotar Renan. A mesma força vai influir na votação de projetos

Publicado em 07 de Fevereiro de 2019 às 22:02

Públicado em 

07 fev 2019 às 22:02
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos

apassos@redegazeta.com.br

Guerra política está acirrada no Senado e na Câmara Crédito: Pedro França/ Agência Senado
Os cenários das escolhas das mesas da Câmara e do Senado indicam incertezas nas relações entre o Congresso e o governo, que se elegeu com a promessa de fazer o país avançar em diversas áreas.
A guerra política permanece muito acirrada. No primeiro viu-se o triunfo da direita com Bolsonaro e a onda de renovação no Congresso: na Câmara, reeleição abaixo de 50%, a maior mudança de caras desde 1998; no Senado, substituição de 85% dos nomes (muitos medalhões rodaram), o maior rodízio da história, desde a redemocratização.
Aí veio o segundo turno, as eleições dos presidentes das Casas Legislativas – cruciais na convivência com o Executivo. Os resultados mostram sintomas diferentes. A velha e viciada política apresentou prova de vida embutida na reeleição de Maia para a direção da Câmara. No Senado, o Davi derrotou o Golias Renan. Foi a extensão das eleições de 2018. Prevaleceu o improvável. Houve nova arregimentação antipetista, como na ascensão do Messias.
Agora, estamos no “esquenta” do terceiro turno, que é a construção da indispensável governabilidade do país no parlamento. Maia e Davi representam as primeiras vitórias de Bolsonaro no Congresso, mas também mascaram fragilidades da base governista. Não afastam desconfianças sobre estratégias para garantir a aprovação de projetos. Principalmente reformas do Estado, como a da Previdência.
Cada Casa Legislativa impõe os seus próprios desafios ao Planalto. Na Câmara, a fragmentação partidária com 30 siglas, uma aberração mundial, indica elevada necessidade do governo de se compor com muitos partidos e perpassar viés ideológicos para encaminhar sua agenda. O Executivo ficará muito dependente de Rodrigo Maia. Da sua capacidade de costurar acordos, demonstrada na sua terceira escalada ao topo da Casa.
No Senado, a eleição da mesa diretora evitou um grande choque: que a velha política (simbolizada por Renan) derrotasse a esperança de “nova política”, bandeira que motivou a eleição de Bolsonaro. Diferentemente do que disse o general Mourão, não se trata de um feito notável do Onyx (ministro da Casa Civil). Há 81 senadores, mas o 82º senador foi quem elegeu David Alcolumbre. Foi a pressão externa sobre os eleitos, por meio das redes sociais – novo e intenso poder na política. Os tempos mudaram.
Mas e se os canais de comunicação on-line fizerem pressão contra a reforma da Previdência, o que acontecerá?

Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Meningite: conheça os principais sinais da doença em crianças
Show da banda Guns N'Roses, em Cariacica, arrastou milhares de fãs
Guns N' Roses posta vídeo em Cariacica e agradece pela parceria do público capixaba
Homem é preso após agredir mulher e matar cachorro pisoteado em Cariacica
Homem é preso após agredir ex-mulher e matar cachorro pisoteado em Cariacica

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados