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Agronegócio

ES registra a maior exportação mensal de café conilon da história

Em junho, foram embarcadas 610.054 sacas de 60 quilos, de acordo com o Centro do Comércio de Café de Vitória. O recorde anterior era o de julho de 2019, totalizando 573.717 sacas

Publicado em 20 de Julho de 2020 às 05:00

Públicado em 

20 jul 2020 às 05:00
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos

apassos@redegazeta.com.br

Colheita do café no ES não deve começar antes de maio
Plantação de café no ES: exportação bateu recorde e animou produtores locais Crédito: Heriklis Douglas
Do café consegue-se colher bons frutos em meio a um cenário econômico ruim. O Espírito Santo registrou em junho recorde histórico nas exportações de conilon, sua especialidade. Foram embarcadas 610.054 sacas de 60 quilos, de acordo com o Centro do Comércio de Café de Vitória. É o maior volume mensal da história. Pela primeira vez, passa de 600 mil sacas em 30 dias.
O recorde anterior era o de julho de 2019, totalizando 573.717 sacas. A fartura das safras capixabas em 2019 e em 2020 têm dado suporte às vendas gigantes para o exterior. Em 2015 e em 2016, o Estado sofreu muito com a estiagem. Segundo a Conab, em 20219, o solo capixaba produziu mais de dez milhões de sacas de conilon. Para 2020, produtores estimam volume menor, porém significativo.
A Conab ainda não divulgou a segunda estimativa deste ano. Em todo o primeiro semestre/2020, os embarques também contaram com estoques remanescentes da safra anterior. Outro registro curioso é que antes de 2019 a maior quantidade exportada em um mês tinha ocorrido há quase 30 anos: 546.769 sacas em agosto de 1991.
O câmbio também tem sido fator importante para a exportações. Os produtos brasileiros ficaram mais competitivos. O real foi fortemente desvalorizado em relação ao dólar. Derreteu-se 35% no primeiro semestre de 2020, o que tornou a moeda brasileira a pior de todas as 34 divisas mais líquidas do mundo. No caso do conilon, o dólar acima de R$ 5 ajuda a conter o ímpeto do Vietnã, principal competidor (do Espírito Santo e do Brasil) no mercado internacional.
Além disso, apesar da má imagem quanto à preservação do meio ambiente, o Brasil tem cumprido protocolos e entregado ao mundo cafés sustentáveis. Isso é decisivo para muitos compradores. Agrada muito o mercado internacional. Em junho, o Espírito Santo exportou 715.388 sacas de 60 quilos, a um preço médio de US$ 79,26, gerando receita de US$ 56,7 milhões. Os 2.236 contêineres que saíram do Estado transportaram 73.065 sacas de café arábica, 610.054 sacas de conilon e o equivalente a 32.269 sacas de café solúvel.
Os preços também melhoram. No ano passado, a saca do conilon era cotada em valor um pouco acima de R$ 280, desestimulando os produtores. A queixa comum era de que a venda não cobria o preço da produção. Hoje, a saca do conilon está sendo negociada entre R$ 335 a R$ 340. Em contrapartida, os preços dos insumos subiu com força, porque são cotados em dólar. Mesmo assim, considerando o volume recorde vendido para o exterior, a safra tem levado dinheiro a diversos municípios capixabas neste momento de recessão.
As perspectivas de exportação para os segundo semestre são muito boas, desde que permaneçam duas condições: o consumo não seja reduzido, em função do dinamismo menor da economia internacional, e a moeda continue ajudando.

Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

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