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Economia

Pesquisa sinaliza chance de ano positivo em setores do comércio

Receita nominal de vendas do varejo ampliado no Espírito Santo cresceu 7,1% em julho relação ao mês anterior, segundo o IBGE

Publicado em 14 de Setembro de 2020 às 05:00

Públicado em 

14 set 2020 às 05:00
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos

apassos@redegazeta.com.br

Comércio na Avenida Expedito Garcia, em Campo Grande
Comércio sofreu forte impacto devido à pandemia este ano Crédito: Fernando Madeira
A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do mês de julho, divulgada pelo IBGE na última sexta-feira (11), é um retrato da luta das empresas pela sobrevivência. Pelo ritmo de negócios, parece possível a algumas atividades fechar 2020 com resultado positivo. Modestamente positivos. E só algumas. O quadro de incertezas é muito grande.
No Espírito Santo, a receita nominal de vendas do varejo ampliado (que agrega aos índices do varejo resultados referentes a veículos, motocicletas, partes e peças, e material de construção) teve bom crescimento em julho, avançando 7,1% em relação ao mês anterior. Sim, a base de comparação é fraca, sem dúvida, mas já tinha ocorrido avanço de 3,5% em maio, ante abril, no auge da paralisação da economia no país. Ou seja, melhorou um pouquinho a entrada de dinheiro no caixa das empresas. No entanto, apesar dessa trajetória, o acumulado de 2020 ainda está negativo: -0,6%, comparado ao ano passado.
A receita reflete o volume de vendas. De junho para julho, as vendas cresceram 5,2% no varejo ampliado capixaba. Já tinham subido 3,7% de abril para maio. Porém, de janeiro a julho, o resultado é negativo: -2,5%
O Espírito Santo perdeu 3,2 mil lojas de varejo, com vínculo empregatício, só no segundo trimestre deste ano, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). O impacto disso tem sido muito forte no setor trabalhista. Até o mês de julho, acumulou-se o fechamento de 25,3 mil postos com carteira assinada no território capixaba. O mercado de mão de obra local vai terminar o ano no vermelho. A reversão seguirá lentamente, ao longo de 2021.
No Brasil, foram fechadas 135,2 mil lojas de varejo, configurando a pior crise da história do setor em segundos trimestres. Três meses de inferno. O número de lojas que encerraram as atividades de abril a junho supera o total de 105,3 mil durante todo o ano de 2016, o auge da recessão recente, quando o PIB recuou 3,6%. Na visão do mercado, em 2020, o recuo do PIB deve passar de 5,4%.
O Brasil contava com 1,34 milhão de estabelecimentos comerciais no início de 2020, e chegou a contabilizar 27 mil novos pontos de varejo nos três primeiros meses do ano. 135,2 mil lojas extintas significam 10% do total. Em consequência, deixaram de existir 500 mil vagas formais de trabalho conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

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