Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Economia

Setor agropecuário pede medidas emergenciais para manter abastecimento

Produtores rurais pedem que o governo adie por seis meses o prazo de vencimento de financiamentos para investimento e custeio e prorrogue, também por seis meses, as inscrições de operações na Dívida Ativa da União

Publicado em 30 de Março de 2020 às 05:00

Públicado em 

30 mar 2020 às 05:00
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos

apassos@redegazeta.com.br

Agricultura usará cada vez mais máquinas
Setor agropecuário não para mas também está sendo impactado pelo coronavírus Crédito: Pixabay
Palmas para a agropecuária. Neste momento de pânico do mundo, o setor primário da economia - agricultura, pecuária e hortifruticultura - mantém o abastecimento dos estabelecimentos de revenda nas grandes, médias e pequenas cidades, e vilarejos remotos. A campanha "O Brasil não pode parar" (proibida pela Justiça Federal) nunca valeu para o produtor rural. Simplesmente, porque ele nunca parou. A lida no campo é de manhã, de tarde e entra na noite.
Mas o setor está sendo impactado pelo coronavírus. Precisa de medidas de apoio do governo, em caráter de urgência. A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) reivindica a prorrogação dos vencimentos dos contratos de financiamentos para investimento e custeio, por seis meses, sem incidência de juros nem de correção monetária. É a mesma coisa já concedida a outras atividades econômicas, visando a preservar negócios e empregos. No caso de prestações de investimento vencidas ou com vencimento em 2020, a entidade solicita o adiamento para depois da última parcela do contrato.
Os argumentos são claros: existem cadeias da produção rural fortemente atingidas em função das restrições aos deslocamentos de distribuidores, retração de clientes e fechamento de canais de distribuição. Muitas lojas já cerraram as portas. A receita está minguando em vários segmentos. Há dificuldades (em alguns casos, inviabilidade), de cumprimento de compromissos nos prazos estabelecidos no cenário anterior à da Covid-19. Nada está como antes na economia.
A CNA também ressalta que "em função da perecibilidade de muitos produtos, o produtor não consegue armazená-los para venda futura" agravando a escassez do seu fluxo futuro de receitas. No Espírito Santo, 2020 tem sido adverso desde fevereiro, quando inundações devastaram plantios em grande parte do Sul do Estado.
Agora, o coronavírus ameaça restringir a disponibilidade de mão de obra para a colheira do café conilon, que deve começar em abril. E com o agravante de os preços do produto estarem muito baixo, tirando renda do produtor e arrecadação das prefeituras.
Várias outras medidas também estão sendo solicitadas pela CNA ao governo. Dentre elas, a suspensão por seis meses das inscrições de operações na Dívida Ativa da União, e o adiamento para julho dos pagamentos de tributos federais (PIS/Cofins e IPI) com vencimento em abril, maio e junho, sem juros nem multa, e parcelamento em três vezes. Também pleiteia que as operações repactuadas "não sejam reclassificadas para operações com fonte de recursos não controlados, o que certamente onerará sobremaneira o pequeno e médio produtor".
Na área tributária, os pedidos são: adiamento do prazo de declaração e também do pagamento do Imposto de Renda Pessoa Física para 30 de junho. Para as pessoas jurídicas estão sendo solicitados a prorrogação do prazo de entrega das obrigações acessórias por 90 dias e o diferimento do pagamento, por seis meses, do Programa de Regularização Tributária Rural (PRR).

Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Gabriela Sartório morreu após ser atropelada enquanto pedalava
Morre ciclista atropelada por motorista que confessou ter bebido em Vitória
Aplicativos sugerem investimentos, mas decisões podem ser influenciadas por taxas, comissões e algoritmos
O mercado não é seu amigo: quem ganha antes de você com seus investimentos
A WN7 é o primeiro modelo elétrico de grande porte da Honda.
Moto elétrica da Honda é premiada como melhor design de produto

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados