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Política

A sucessão capixaba de 2026 começa neste domingo à noite

A infantaria política do PSB criou mais lastro para impulsionar a eventual candidatura de Renato Casagrande ao Senado Federal

Publicado em 26 de Outubro de 2024 às 01:30

Públicado em 

26 out 2024 às 01:30
Antônio Carlos de Medeiros

Colunista

Antônio Carlos de Medeiros

acmdob@gmail.com

Concluído o segundo turno na Serra neste domingo (27) à noite, começa a corrida para a sucessão capixaba de 2026. Conforma-se o barômetro político que vai balizar a disputa para a governadoria e a sucessão do governador Renato Casagrande.
O mesmo barômetro político vai balizar as disputas para as duas cadeiras de Senador da República, para as dez cadeiras de deputado federal e para as trinta cadeiras de deputado estadual.
Neste momento, não temos ainda o resultado da Serra. Trata-se da disputa entre o PDT do candidato Weverson e o Republicanos do candidato Muribeca. Mas já é possível afirmar que o prefeito Sergio Vidigal (PDT) ganhou musculatura e impulso para entrar na corrida da sucessão estadual para a governadoria. Ainda mais se Weverson se eleger.
Assim como o desempenho de Pablo Muribeca, ultrapassando o cacique Audifax Barcelos (PP), o qualifica para ascender como nova liderança na Serra. E impulsionando a ascensão política do Republicanos no tabuleiro político capixaba. Ainda mais se Muribeca se eleger.
Nestes tempos de emendas parlamentares, de fundo partidário e de fundo eleitoral, todos turbinados para atingir R$ 56,2 bilhões no Brasil de 2024, vivemos uma era de partidocracia. A força das oligarquias partidárias e dos partidos políticos na nova indústria das eleições no Brasil.
É essa partidocracia, conjugada com lideranças políticas já consolidadas e com novas lideranças emergentes, que vai ditar os rumos para 2026.
Já sabemos que o pêndulo político capixaba deslocou-se para uma mediana de centro no espectro político. Com viés de centro-direita. O “caminho do meio” e o cansaço com a polarização política.
No tabuleiro da partidocracia, o Podemos, o Republicanos, o PP e o MDB ascenderam. Tanto do ponto de vista de votos válidos, quanto do ponto de vista de vereadores eleitos.
Também pelo centro, o PSD cresceu com a conquista de Colatina e com 57 vereadores. O PSDB conquistou apenas quatro prefeituras e 56 vereadores. O União Brasil perdeu protagonismo e elegeu 38 vereadores.
Do centro/centro esquerda, o PSB foi o 5º em votos válidos, mas o primeiro em número de prefeitos, com 22, e também o primeiro em vereadores, com 128. Pesou bastante a boa avaliação do governador Renato Casagrande. A infantaria política do PSB criou mais lastro para impulsionar a eventual candidatura de Casagrande ao Senado Federal.
Renato Casagrande, Governador do Estado do Espírito Santo
Renato Casagrande, governador do Estado do Espírito Santo Crédito: Ricardo Medeiros
Com o declínio da importância da polarização, o PL não obteve a relevância esperada, com 57 vereadores. O PT e o Psol não elegeram prefeito. O PT elegeu apenas 13 vereadores. O PDT foi o 10º em numero de vereadores, com 31, mas pode pular para melhor posição pelo critério de votos válidos, se o seu candidato Weverson for eleito domingo.
O alvo principal da partidocracia, além da governadoria, é a Câmara Federal. O fundo partidário e o fundo eleitoral são calculados tendo como base as bancadas federais dos partidos. Portanto, será renhida a disputa pelas dez cadeiras que o ES tem na Câmara. O barômetro aponta para o centro político.
Na segunda-feira (28), começa o processo de acumulação de forças e alianças para a sucessão do governador Casagrande.
A próxima etapa relevante na agenda política é a eleição da nova mesa da Assembléia Legislativa do ES para o biênio 2025/2026.
A sucessão estadual está em aberto. Não há favoritos. Mas há certa clareza de que uma costura bem feita de uma Frente Ampla com mediana de centro político poderá despontar com força político-eleitoral. O problema é saber quem vai fazer essa costura.
Transição política intricada. Como já registrei aqui outro dia.

Antônio Carlos de Medeiros

E pos-doutor em Ciencia Politica pela The London School of Economics and Political Science. Neste espaco, aos sabados, traz reflexoes sobre a politica e a economia e aponta os possiveis caminhos para avancos possiveis nessas areas

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