Parece cedo, mas para eles não é. O
PIB capixaba já se articula para as eleições de 2026. Preocupados com a sucessão do governador
Renato Casagrande. O que será o amanhã? Este é o foco. Nas entrelinhas, a questão é: como vai ficar o pacto regional de poder?
Enquanto as elites políticas se preparam para as
eleições municipais deste ano, também de olho no barômetro para 2026, os empresários projetam o novo pacto de poder que vai sair lá na frente.
Nesta direção, a preocupação central é conjecturar sobre a permanência (ou não) das políticas públicas. As candidaturas que já estão na estrada de 2026 representam quais escolhas de políticas públicas? A Nota A no Tesouro Nacional será mantida? Quais deverão ser as prioridades? Tudo isto é, ao mesmo tempo, origem e destino do pacto de poder.
Nos 24 anos de 2003 a 2027, as gestões de
Paulo Hartung (três mandatos) e de Renato Casagrande (também três mandatos) terão consolidado um núcleo duro de Políticas Públicas de Estado, mais do que de governos, tanto na gestão da
economia, quanto na área social.
No ES, a gestão da economia se tornou uma agenda de Estado, combinando incentivos e instrumentos regionais e federais. Resultou em mudança no perfil econômico estadual. Esta mudança está em curso. Vai continuar? Resultou, também, num modelo tripartite de atração de investimentos: capital regional, capital nacional e capital internacional. Vai continuar?
Na
educação, também foi desenhada uma Política Pública de Estado. Ganhou sustentabilidade. Na prática, é um pacto pela educação em constante mutação e aperfeiçoamento. Com ênfase no desenvolvimento das capacidades cognitivas e nas competências socioemocionais. E na tecnologia e ensino profissionalizante. Incluindo a educação “STEAM” (foco em ciências, tecnologia, engenharia e matemática).
Na
segurança, o ES também avançou para consolidar uma Política de Estado. O cerne da política foi a ênfase nos projetos Estado Presente e Ocupação Social. Com redução da taxa de homicídios. Houve constante mutação, aperfeiçoamento e inovação tecnológica. Mas ainda é preciso repactuar a articulação federativa e maior envolvimento do governo federal. A questão da segurança é um problema nacional.
Ações de governo e sociedade resultaram em agregação de vontades e forças sociais, econômicas, políticas e culturais em torno de um projeto de desenvolvimento regional – integrado ao desenvolvimento nacional e à globalização dos mercados. A resultante é um pacto regional de poder. Este pacto vai mudar depois de 2026? Eis a questão colocada pelo empresariado.
Enquanto isto, alguns deles reverberam sinais trocados de um possível retorno de Paulo Hartung à cena política estadual. Com a eventualidade de uma nova candidatura a um quarto mandato de governador do Estado. É o que se ouve no mercado. A conferir se não seria uma espécie de “wishful thinking” do empresariado.