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Política

Lorenzo Pazolini entra na estrada outra vez na direção de 2026

Politicamente, nem bem começou 2025 e Pazolini já está na estrada nos finais de semana, em busca de apoio e votos no interior do ES

Publicado em 22 de Fevereiro de 2025 às 01:30

Públicado em 

22 fev 2025 às 01:30
Antônio Carlos de Medeiros

Colunista

Antônio Carlos de Medeiros

acmdob@gmail.com

Reeleito prefeito de Vitória em 2024, Lorenzo Pazolini (Republicanos) volta para a estrada para disputar as eleições do ano que vem.
Já lidera a pesquisa da Paraná Pesquisas na menção estimulada para governador, com 27,2%. Seguido por Ricardo Ferraço com 18,1% e Sérgio Vidigal com 15,7%.
Pazolini coloca-se como candidato a governador, mas fontes do mercado político comentam que ele poderá também optar por uma candidatura ao Senado da República, buscando voo político nacional. Tudo dependerá das circunstâncias políticas em 2026, incluindo no rol de circunstâncias as alternativas de alianças políticas.
Novidade política regional em ascensão a partir de 2020, ele mostrou-se um fenômeno político-eleitoral também em 2024, reelegendo-se prefeito da capital já no primeiro turno. Notabilizou-se como portador do impulso de renovação política no Espírito Santo.
Em Vitória, provocou uma inflexão política para a centro-direita do espectro político em 2020 - e reforçou a ascensão do Republicanos em 2024 como nova força política no xadrez político municipal e estadual.
Deixando de lado a narrativa da polarização ideológica ao longo do caminho, Pazolini compreendeu a opção do eleitorado capixaba por moderação e pelo centro do espectro político. Optou pelo foco na boa gestão como moeda de voto.
Aí, venceu em 2020 e em 2024 tendo concluído o primeiro mandato (2020-2024) com uma gestão muito bem avaliada pela sociedade da Capital. Foi premiado com os devidos holofotes voltados para quem é prefeito da Capital.
Pesquisas qualitativas mostram que Pazolini estaria mudando para melhor a cara da capital, com o Projeto “Vitória de Frente para o Mar”, com o objetivo de requalificar as orlas da cidade: Orla Noroeste; Canal de Camburi; Avenida Beira-Mar, por exemplo.
Além de ter transformado a capital em canteiro de obras, o prefeito promoveu nítidas melhorias nas áreas de educação, saúde e assistência social. A segurança também melhorou, mas ainda requer atenção redobrada e permanente.
Politicamente, nem bem começou 2025 e Pazolini já está na estrada nos fins de semana, em busca de apoio e votos no interior do ES. Ao lado de Erick Musso e Evair de Melo, iniciou andanças pelo Estado. Nessas andanças, Evair costuma ressoar o mote de que “o ES precisa renovar seus quadros”. É uma espécie de primeiro grito de guerra do bloco político em formação por eles, liderado por Pazolini.
Com força político-eleitoral inequívoca, o bloco político nascente incluiria as candidaturas iniciais e potenciais de Lorenzo Pazolini e de Paulo Hartung (que deverá filiar-se ao PSD em abril). Neste conjunto também estão Erick (Republicanos), Evair (hoje no PP) e Aridelmo Teixeira (Novo). Grupo com potencial de verba (recursos) & votos - e novas alianças.
Como é óbvio, esse bloco vai criar um contraponto político ao outro bloco liderado pelo governador Renato Casagrande (PSB) e Ricardo Ferraço (MDB).
Se confirmada a filiação de Paulo Hartung ao PSD em abril, e sua disposição política de disputar o Senado da República ou mesmo a governadoria, haverá uma disputa ferrenha e imprevisível do ponto de vista eleitoral. É o chamado “fator Paulo Hartung” mexendo as peças do xadrez político capixaba.
Nessa caminhada, há que se observar para onde vai a já conhecida dificuldade do prefeito Pazolini para fazer composições e alianças políticas. O mercado político costuma dizer que ele é “ruim de cintura”.
Lorenzo Pazolini (Republicanos), prefeito reeleito de Vitória, concede entrevista após sair vitorioso nas eleições de 2024
Lorenzo Pazolini (Republicanos), prefeito reeleito de Vitória, concede entrevista após vitoria nas Crédito: PMV
Nesse momento, já é perceptível que ele mantém distância regulamentar de Hartung, supostamente para evitar sombra e patronagem política em sua escalada como nova liderança com luz própria e capital político e social.
Entretanto, se e quando partir para uma eventual e potencial aliança com Paulo Hartung, aí estará a semente da formação de uma forte coalizão política.
Hartung, como sabem os observadores da cena política capixaba, é um estrategista político vitorioso e mantém um recall, agora nacional, como bom gestor. Vai entrar na arena, se entrar, com forte capital simbólico.
Se essa aliança progredir, deveremos assistir em 2026 a uma das mais disputadas eleições que o Espírito Santo já viu.
O que, vale repetir, torna a estrada que leva a 2026 e 2027 uma estrada cheia de curvas traiçoeiras.
Resta saber se uma disputa como essa terá capacidade de conter a tendência das últimas eleições no ES de aumento da alienação eleitoral (brancos, nulos e abstenções). Alienação alta é irmã siamesa de baixa representatividade e legitimidade.

Antônio Carlos de Medeiros

E pos-doutor em Ciencia Politica pela The London School of Economics and Political Science. Neste espaco, aos sabados, traz reflexoes sobre a politica e a economia e aponta os possiveis caminhos para avancos possiveis nessas areas

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