Este primeiro Parklog ES visa organizar e impulsionar o desenvolvimento do hub logístico e industrial que já está funcionando em Aracruz, ao norte do Espírito Santo. Em torno de Aracruz está em curso a formação de um polo de desenvolvimento.
Este polo compreende os municípios de Serra, Fundão, Aracruz, João Neiva, Ibiraçu, Linhares, Colatina, Jaguaré, Sooretama e Marilândia – dez municípios. Em Aracruz, como se sabe, já estão as empresas Suzano, Portocel, Estaleiro Seatrium, VPorts e Porto Imetame (em processo de implantação).
O mesmo conceito de hub logístico e polo de desenvolvimento deverá ser aplicado na região Sul do Estado. O governo já estuda a criação de um segundo parque logístico (Parklog).
O governador Renato Casagrande já anunciou a decisão. A proposta do segundo Parklog, ao Sul, deverá ser liderada pelo vice-governador Ricardo Ferraço.
Um catalisador de um novo hub logístico e industrial voltado para o comércio exterior, com relevância inequívoca para o desenvolvimento da região Sul do ES e para o avanço da integração do Brasil nas cadeias produtivas globais.
Sem contar com o “efeito transbordamento” desses investimentos na economia capixaba em função do papel estratégico da Samarco, que já chegou a representar 5% do PIB do ES.
Tudo somado, os dois polos de desenvolvimento – ao norte e ao sul – são instrumentos robustos para “espalhar” o perfil espacial da economia capixaba para além da região metropolitana da Grande Vitória.
Conformam-se, portanto, três processos em curso que estão interligados para a continuidade da mudança do perfil da economia capixaba.
Primeiro, a mudança do perfil setorial, em busca de projetos de maior agregação de valor, seja no setor industrial, seja no agronegócio, seja no setor serviços.
Segundo a mudança do perfil da conformação do capital, agora com o tripé capital regional, capital nacional e capital internacional.
E, por último, a descentralização espacial do processo de desenvolvimento, fomentando forças econômicas endógenas no processo de crescimento da economia regional capixaba.
No Espírito Santo, a dependência excessiva de forças econômicas exógenas sempre foi um calcanhar de Aquiles.