A sucessão do governador Renato Casagrande já está na estrada para 2026.
Fortalecido com a sua histórica vitória político-eleitoral na Serra, Sérgio Vidigal (PDT) produziu o fato novo. Praticamente lançou a candidatura – para ele prioritária – do vice-governador Ricardo Ferraço. É um ponto de inflexão.
Vidigal não descartou uma eventual candidatura sua, com a sua renovada musculatura política no maior colégio eleitoral do Espírito Santo.
Mas deixou claro que está no mesmo grupo político do governador Renato Casagrande e do vice-governador Ricardo Ferraço, sendo este último o candidato natural à sucessão estadual.
Vem daí a dimensão desse fato novo. Dimensão de ponto de inflexão.
Vidigal reconhece a força política, reforçada pelos resultados das urnas, do governador Casagrande.
Na era da partidocracia, é uma aliança poderosa. Que ainda poderá, ao longo de 2025 e 2026, agregar outras forças que se saíram bem em 2024, como por exemplo o Podemos e o PSD.
Mesmo assim, é bom não colocar o carro na frente dos bois. A sucessão estadual, resta claro, está em aberto.
Sem mencionar a ascensão política do Republicanos de Pazolini e Pablo Muribeca, do PP de Josias da Vitoria e Evair de Melo, e do PSD de Renzo Vasconcelos, que reemergiu e tem a liderança nacional de Gilberto Kassab. E, ainda, o chamado “fator Paulo Hartung”.
A próxima etapa da agenda política é a eleição da Mesa da Assembléia Legislativa do ES para o período 2025/2026. As costuras já começaram.
Essa agenda vai retratar um processo já em curso de repactuação política liderado pelo governador Casagrande. No bojo desse processo de repactuação pode emergir nova configuração do secretariado do governo Casagrande. E, claro, da Mesa da Assembléia Legislativa.
E la nave va. Caminhos para 2026.