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Crises sistêmicas da humanidade são temas para as eleições municipais

Mais do que adiar o fim do mundo - principalmente dos mais jovens - políticas públicas voltadas para territórios onde as pessoas moram, trabalham e vivem servem como possibilidade para afastar distopias onde todos estão mergulhados

Publicado em 22 de Fevereiro de 2024 às 01:30

Públicado em 

22 fev 2024 às 01:30
Arlindo Villaschi

Colunista

Arlindo Villaschi

arlindo@villaschi.pro.br

As eleições municipais de 2024 podem ser um bom momento para a sensibilização da população com relação às sete crises sistêmicas que ameaçam a humanidade. Sensibilização necessária em todos os níveis – mundial, nacional, estadual - mas que pode ter na discussão de propostas para os municípios capixabas uma boa oportunidade para um colocar mãos à obra no que é necessário e possível.
Trazer para o entendimento geral os riscos sistêmicos das crises da emergência climática; da redução do número de espécies e diminuição da população das que sobrevivem; da contaminação de todos os seres viventes; da alimentação saudável; das águas; da energia; e da educação é tarefa das maiores. Principalmente, porque elas parecem distantes demais da realidade de cada um. Parece coisa lá do estrangeiro para a maioria.
Mostrar como cada uma dessas crises impacta o dia a dia de todos e como as pessoas podem agir em seus respectivos territórios para criar possibilidades de futuro para a humanidade são funções da Política com pê maiúsculo. E a disputa eleitoral em nível municipal pode ser momento ímpar para se conversar sobre essas possibilidades.
A valorização do debate sobre priorizar o transporte público ao invés do individual privado pode ser um bom momento para se sensibilizar sobre o uso ineficiente de combustíveis em automóveis privados. Projetos de recuperação de fauna e flora nas cidades e suas cercanias podem servir para envolver a população em algo que melhora diretamente a qualidade de vida no presente e no futuro.
Implantação de hortas comunitárias em escolas e logradouros públicos pode resultar em maior soberania e segurança alimentar onde as pessoas vivem. Isso além das reconhecidas economias usando alimentação saudável e produzindo-a em esquema de cooperação.
De forma semelhante, recuperar córregos e rios, mangues e praias transformados em lixeiras; cursos d’água que viraram valões/galerias, podem ser tarefas de mobilização da população por parte de administrações municipais. Mobilização que dá concretude a compromissos com o presente de todos e com o futuro dos mais jovens e de gerações por vir.
O urgente resgate da educação de sua crise de legitimidade pode ter nas eleições municipais deste ano momento ímpar de debates sobre que sociedade queremos. Crise de legitimidade porque a educação que temos prioriza o individualismo voltado para o mercado em detrimento de preparar as pessoas para a vida. Crise de legitimidade cada vez mais escancarada com o crescente adoecimento físico e mental de estudantes e de trabalhadores da educação.
Planeta, meio ambiente e as mudanças climáticas
Planeta, meio ambiente e as mudanças climáticas Crédito: user6702303/Freepik
Mais do que adiar o fim do mundo - principalmente dos mais jovens - políticas públicas voltadas para territórios onde as pessoas moram, trabalham e vivem servem como possibilidade para afastar distopias onde todos estão mergulhados. Distopias causadas por guerras e extermínios declarados no exterior e por aquelas veladas em favelas e bairros mais pobres das cidades capixabas.
Distopias por causas locais que só podem ser debeladas com ações do poder público, principalmente o municipal, que levem a presença Estado a territórios através de projetos de recuperação do tecido social. Tecido esgarçado por repressão policial demais e saúde, educação habitação e artes de menos.

Arlindo Villaschi

É professor Ufes. Um olhar humanizado sobre a economia e sua relação com os avanços sociais são a linha principal deste espaço.

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