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Nem home, nem office

Entenda os impactos do retorno ao trabalho presencial na arquitetura

Durante a pandemia, o trabalho remoto ganhou destaque. Mas com o retorno das mais diversas atividades para o modo presencial, outras mudanças surgiram

Publicado em 17 de Agosto de 2023 às 14:38

Públicado em 

17 ago 2023 às 14:38
Arquitetura e Construção

Colunista

Arquitetura e Construção

framos@redegazeta.com.br

Entenda os impactos do retorno ao trabalho presencial no setor da arquitetura
O mercado imobiliário sentiu rápido a mudança e a exigência do home office Crédito: Shutterstock
Heliomar Venancio*
A nossa sociedade passou por grandes transformações de comportamento e tecnologia recentemente, tendo como referência histórica o ano de 2020, quando a Pandemia do Coronavírus se agravou, levando a radicais mudanças na Arquitetura dos espaços privados e públicos devido às provações sanitárias e psicológicas da crise mundial. Na qual o mercado imobiliário teve que se adaptar às exigências dos aflitos clientes que modificaram suas referências de vida no trabalho e em casa.
Quem imaginaria que a velocidade do mercado praticamente pararia, com aeroportos fechados, escolas sem aulas, comércio funcionando apenas com delivery, ruas vazias dentre outras chocantes mudanças.
A necessidade do isolamento devido à crise sanitária levou escritórios a ficarem vazios, e o trabalho em “home office”, que até então era um luxo para poucos, passou a ser necessário e supervalorizado, com clientes procurando desesperadamente arquitetos para desenhar os seus locais de produção em suas casas. Acrescentando mais um item no programa das moradias, fazendo com que este espaço, antes sem muita importância, passasse a ser um dos locais mais valorizados do imóvel. 
O mercado imobiliário sentiu rápido a mudança e a exigência deste espaço que, junto com as casas com quintais, agregaram grande valorização ao imóvel.
Passada a pandemia, o home office ainda tem um pouco de seu glamour nas moradias. Entretanto, algumas empresas têm dificuldade de fazer com que alguns de seus funcionários voltem ao seu local “oficial” de trabalho, levando com isso, às empresas a redesenharem o espaço com traços mais amigáveis para que o colaborador se sinta em casa, como era no home office. E aí voltam à cena os arquitetos com sua criatividade para fazer do local de trabalho um espaço mais acolhedor e amigável para reconquistar os trabalhadores na sua volta aos escritórios.
Alguns autores estudam esee movimento contrário de volta aos escritórios e suas dificuldades. Tiago Alves, autor do livro "Nem Home, Nem Office", chega à conclusão de que o ideal é um modelo de trabalho e de vida que contemple uma sociedade mais justa, igualitária e sustentável, ode a busca por um modelo ideal tem que ser estudado caso a caso.
O retorno dos colaboradores aos escritórios começa a ser sentido pelo mercado imobiliário em suas demandas. Algumas salas comerciais que sofreram uma queda de preço durante a pandemia tentam agora recuperar seu valor imobiliário, com a procura dos clientes no retorno aos escritórios. Mas a sociedade busca um ponto de equilíbrio tanto em valores materiais, quanto no mental para trabalhadores e patrões conviverem em espaços inspiradores e produtivos seja em casa, seja no escritório.
Heliomar Venancio
Heliomar Venancio é presidente do CAU/ES.  Crédito: Divulgação

Arquitetura e Construção

Análises semanais do setor da construção civil, engenharia, arquitetura e decoração, com especialistas do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-ES), Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo (CAU-ES), e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-ES).

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