A disputa pela gestão de R$ 250 milhões do Fundo de Investimentos em Participações (FIP) do Espírito Santo atraiu um total de 16 empresas. O FIP é vinculado ao Fundo Soberano, mecanismo criado pelo governo do Estado com objetivo de formar uma poupança intergeracional com os recursos dos royalties e participações especiais do petróleo.
As companhias demonstraram interesse durante a chamada pública aberta no dia 11 de maio pelo Bandes para seleção da gestora, conforme contou à coluna o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). O FIP é uma parcela do Fundo Soberano que será usada para investir em pequenas e médias empresas.
O governador considerou o resultado como um sucesso e frisou que a alta procura das gestoras demonstra a intenção das participantes em se associar a um negócio inovador e pioneiro no país.
"A quantidade de interessadas foi acima do que esperávamos. Para nós, o momento é animador e estamos seguros de que essa é a decisão certa para o futuro do Estado. É uma iniciativa inovadora e que vai criar mais oportunidades, emprego e renda para o povo capixaba"
A vencedora deverá ser escolhida até outubro. De acordo com Casagrande, uma comissão do Bandes vai selecionar nos próximos meses as seis melhores propostas. Essas seis que mais se destacarem vão ser chamadas para uma entrevista oral. Após esse processo, será escolhida a melhor proposta.
A gestora vencedora da licitação ficará responsável por selecionar empresas que receberão os aportes do fundo, que vai ser destinado a investimentos no modelo de venture capital, ou seja, na aquisição de parte de ações ou sociedade em empresas.
A ideia é que os aportes sejam feitos em companhias do Estado ou que vão passar a atuar em território capixaba e aconteçam preferencialmente em empreendimentos que tenham a sua atividade principal voltada para a inovação ou aperfeiçoamento do ambiente produtivo e social.
A gestora do fundo poderá escolher negócios de diferentes áreas, como tecnologia da informação e comunicação, nanotecnologia, varejo e comércio eletrônico, economia digital, serviços financeiros, educação, saúde, energias renováveis, agronegócio, turismo, transporte, logística, entre outras.
Como mostrou a repórter Natalia Bourguignon em maio, o FIP vai investir até R$ 37,5 milhões para alavancar essas empresas. Esse valor é o limite máximo que poderá ser destinado a um mesmo empreendimento pelo mecanismo. Ao todo, o ciclo de investimento em cada negócio terá entre cinco e dez anos.
A expectativa do Estado é de que os primeiros recursos sejam liberados já no primeiro trimestre de 2022 e que haja uma grande procura de empresas capixabas pelo FIP, fazendo com que o fundo se esgote rapidamente.
VEJA AS 16 EMPRESAS NA DISPUTA
- Aliah Capital Solutions Consultoria Empresarial LTDA. e Linkapital Tecnologia Financeira;
- Antera Gestão de Recursos LTDA;
- Arazul Capital Management LTDA;
- Confrapar / SPE Nascenti S/A;
- Cventures Empreendimentos Inovadores e Participações S/A;
- Exes Gestora de Recursos LTDA;
- Fundepar Gestão e Consultoria de Investimentos LTDA;
- Garin Investimentos LTDA e Lótus Investimentos LTDA;
- KPTL Investimentos LTDA;
- Naia Capital Gestão e Consultoria Financeira LTDA;
- Plataforma Capital Partners Gestão de Investimentos LTDA;
- Portcapital Gestora e Consultoria de Recursos LTDA;
- Singulare Corretora de Títulos de Valores Mobiliários;
- Solum Cpaital/Osher Gestora de Recursos LTDA;
- Trivèlla M3 Investimentos
- Zenith Asset Management LTDA.