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Beatriz Seixas

Banestes: governo pensa em recorrer a caça-talentos

Para definir novo presidente, o governador avalia contratar empresa de seleção

Publicado em 06 de Fevereiro de 2019 às 01:03

Públicado em 

06 fev 2019 às 01:03
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Banestes de Cachoeiro de Itapemirim Crédito: Internauta
Diante da surpresa nada agradável que o governo do Estado enfrentou com a prisão do então presidente do Banestes, Vasco Gonçalves, na semana passada, o governador Renato Casagrande (PSB) vem buscando uma forma de colocar no comando da instituição uma pessoa que seja livre de qualquer tipo de desconfiança, seja ela técnica, de experiência e, inclusive, do ponto de vista ético.
Para afastar dúvidas e apagar essa mancha logo no início do mandato, a ideia que está sendo trabalhada internamente é que a escolha aconteça a partir de critérios de mercado. Uma fonte contou à coluna que o governo está tendo dificuldades de achar bons nomes que aceitem o cargo e que, em função disto, está disposto a contratar uma empresa especializada, com headhunters (caça-talentos), para fazer o recrutamento.
“Se isso acontecer de fato, será ótimo para a governança do banco. O governador está com dificuldade de achar nomes sólidos. Então, existe uma tendência de ele abrir um processo seletivo, assim como fazem as empresas”, contou uma pessoa próxima de Casagrande.
Se de fato essa intenção se concretizar, o governador dará uma boa resposta à sociedade, aos funcionários do banco e ao próprio mercado, que ainda estão abalados e desconfiados com as mudanças na diretoria do Banestes, conforme a coluna abordou no último domingo.
Ao seguir a linha da profissionalização e de uma seleção independente, Casagrande se desvincula, pelo menos neste momento, das críticas relacionadas à tomada de decisões a partir de critérios políticos e não técnicos. Se o governador quiser evitar outros erros, essa é uma tática que não deveria mais abrir mão.
REAÇÃO
Muitos funcionários do Banestes ficaram decepcionados com as notícias negativas que respingaram sobre o banco e também pela mudança drástica dos diretores, especialmente em um momento em que a instituição tem colhido bons resultados e deve alcançar seu lucro recorde. Mas, passado “o luto” da última semana, eles estão mobilizados para reverter o quadro.
Segundo um funcionário, a reação será com mais trabalho e entrega de projetos. Além disso, simbolicamente, profissionais combinaram de vestir nesta sexta-feira uma camisa da instituição com os dizeres: “Banestes, time único”. “A ação foi uma iniciativa dos próprios empregados. A ideia é mostrar que somos uma empresa unida e que vamos superar essa fase ruim”, disse um colaborador.
 

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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