O Banestes vai deixar de atuar com a sua bandeira própria de cartão de crédito, o Banescard, e passar a trabalhar com a da Visa. A mudança para o novo "dinheiro de plástico" é prevista para acontecer até setembro deste ano e deve alcançar cerca de 500 mil clientes.
Antes disso, o banco estadual vai realizar um projeto-piloto de substituição dos cartões, que passarão a ser chamados de Banescard Visa. Essa transição vai ser testada a partir de julho pelos colaboradores da instituição financeira, segundo contou à coluna o presidente Amarildo Casagrande.
"Estamos na fase final de ajustes de sistemas e finalizando o layout da nova família Banescard Visa, que vai ficar muito bonita e moderna"
A nova bandeira vai permitir a ampliação da rede de atendimentos para os clientes. Hoje o Banescard abrange mais de 2 milhões de estabelecimentos comerciais credenciados, mas não é aceito, por exemplo, para compras pela internet.
Ao se associar à Visa, esse alcance cresce de forma significativa, já que a marca está conectada a mais de 65 milhões de estabelecimentos no Brasil e no exterior e permite compras on-line.
Apesar de o atual Banescard ser um produto rentável para o banco - em 2020 o faturamento foi de R$ 1,9 bilhão -, a estratégia do Banestes de deixar de ter a bandeira própria para fechar parceria com uma grande empresa do setor é uma forma de melhorar a experiência dos usuários.
O cartão usado pelo banco tem limitações de abrangência e para que a rede de estabelecimentos crescesse, seriam necessários investimentos elevados. Diante desses pontos, a diretoria do banco optou por se associar a uma companhia.
A previsão é que os cartões com a nova bandeira comecem a ser distribuídos até o final do terceiro trimestre de 2021. Quando chegar essa data, os novos cartões serão emitidos automaticamente e enviados aos clientes, ou seja, não será necessário a solicitação da troca.
EFEITOS DA PANDEMIA
Em função da pandemia do novo coronavírus, o Banescard teve a sua performance afetada em 2020, conforme informações das demonstrações financeiras do banco. No ano passado, foram mais de 23 milhões de operações, o que representou uma queda de 7% na comparação com 2019. Mesmo assim, o valor transacionado em compras e saques com os cartões de débito e crédito atingiu a marca de R$ 1,9 bilhão, uma alta de 5% na mesma comparação.
Neste primeiro trimestre, o desempenho dos cartões de bandeira própria do Banestes continua a sofrer os reflexos da crise sanitária. Nos três primeiros meses do ano, foram mais de 5 milhões de operações, uma retração de 6% frente ao primeiro trimestre de 2020. O valor das compras e saques, entretanto, registraram alta de 8%, alcançando a cifra de R$ 467 milhões.