Com investimentos da ordem de R$ 120 milhões previstos para os próximos dois anos, o Terminal Portuário de Vila Velha (TVV) aposta na aquisição de equipamentos, em reformas, na aplicação de novas tecnologias e na qualificação da mão de obra para melhorar seu desempenho dentro do complexo do Porto de Vitória.
O terminal - que é administrado pela Log-In Logística Intermodal e renovou recentemente a concessão do espaço até 2048 - espera ampliar a movimentação de cargas, oferecer novos serviços e até atrair perfis de produtos que até então não são operados no Estado, conforme contou à coluna o diretor de terminais da empresa, Ilson Hulle.
Segundo ele, com a compra de sete equipamentos será possível dar mais agilidade tanto nas atividades de carga e descarga de navios, como na movimentação das mercadorias nos pátios. Hulle estima que o tempo de permanência de uma embarcação poderá reduzir significativamente passando, por exemplo, de dois dias de atracação para um dia e meio.
Outra novidade esperada pela companhia é elevar a sua capacidade de movimentar itens de grande volume e peso. Os atuais equipamentos conseguem içar até 40 toneladas, enquanto os que estão programados para chegar até o final deste ano têm capacidade de içamento de 150 toneladas.
Além de detalhar os projetos da Log-In para o TVV, o executivo lembrou sobre os desafios enfrentados em 2020, em meio ao cenário de pandemia do novo coronavírus. Ele citou que, apesar de ter sido um ano difícil, do ponto de vista das incertezas e da crise sanitária, o TVV registrou um dos seus melhores resultados dos últimos cinco anos.
Para ele, o bom desempenho deve se repetir em 2021, mas o executivo evitou falar em números. Disse apenas ter uma expectativa positiva, especialmente considerando o processo de retomada da economia de alguns parceiros comerciais, como é o caso dos Estados Unidos e da China.
No bate-papo com Ilson Hulle, além de abordar aspectos do negócio e das operações portuárias em si do TVV, a coluna conversou com o diretor sobre infraestrutura, desestatização da Codesa, concorrência, projetos federais e outros temas.
Mas esses pontos serão abordados em uma segunda parte da entrevista, prevista para ser publicada nesta quarta-feira (14). Portanto, desde já desejo uma boa leitura e fica o meu convite para você voltar amanhã e conferir a última parte da entrevista.
Qual a participação do TVV dentro do complexo portuário do Porto de Vitória?
O nosso terminal é por onde é exportada, por exemplo, parte das safras de café do Espírito Santo e da região da Zona da Mata mineira. Praticamente 100% da produção de rochas ornamentais do ES, mármore e granito, saem por esse terminal. Boa parte das importações de produtos de projetos, equipamentos, máquinas pesadas e infraestrutura de novas plantas é importada pelo TVV. Além disso, o terminal serve como um hub de cabotagem para o Brasil e para o Estado. Vou te dar um exemplo. A gente está conectado com a Zona Franca de Manaus por mar. Existem navios que semanalmente saem de Manaus e param no TVV e vice-versa. A gente está conectado com Rio de Janeiro e São Paulo por via marítima, pela costa brasileira. Através desse terminal, semanalmente navios saem daqui levando cargas para o Rio e São Paulo e vice-versa. Então, esse ativo tem muito mais importância do que somente comércio exterior. Ele também tem uma relevância para questões de abastecimento, escoamento de produtos acabados, de abastecimento de matéria-prima, de produtos que estão nas prateleiras dos supermercados.
A Log-In já opera no TVV desde 1998 e recentemente teve a concessão da área prorrogada até 2048. O que será feito pela empresa nessa nova fase?
Dada a renovação dessa concessão, feita no ano passado por mais 25 anos, a gente assumiu alguns compromissos de investimentos no Estado. A gente está falando de investimentos da ordem de R$ 120 milhões a R$ 130 milhões que serão executados em 2021 e 2022. Inclusive eles já se iniciaram.
Quais são esses investimentos?
Esses investimentos de curto prazo estão com viés de aumento na capacidade e na produtividade do terminal. A gente vai adquirir sete novos equipamentos de movimentação de contêineres, sendo eles empilhadeiras de movimentação e guindastes móveis. Além disso, a gente vai retrofitar, ou seja, atualizar tecnologicamente, o parque atual de equipamentos do ponto de vista de automação e mecânica, e a gente vai atualizar todo o nosso parque de portarias. Com isso, a gente espera que o acesso de cargas seja mais rápido e a movimentação da carga dentro do porto também seja mais eficiente. Assim, eu aumento o giro de cargas no mesmo período de tempo. Então, um determinado navio que hoje demora dois dias para sair, a gente espera que ele saia com um dia e meio. Dessa forma, teremos espaço para colocar mais navios no porto.
"Esse é um investimento de relevância, na ordem de R$ 120 milhões, 130 milhões. Tem serviços de aquisição, de reforma e de atualização tecnológica"
O senhor citou os investimentos de curto prazo. E para os próximos anos da concessão?
A gente assumiu compromissos de R$ 434 milhões ao longo dos próximos 25 anos. Então, são investimentos de curto prazo, anos 2021 e 2022, e ao longo dos próximos anos até chegar 2048, os investimentos continuam e aí, se fizer a conta, dá em torno de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões/ano, vai depender do ano. Tem ano que a gente vai fazer um pouco mais e tem ano um pouco menos. Mas isso foi uma forma de a gente continuar investindo no porto ao longo do tempo para que esses investimentos que a gente faça agora, daqui a 15 anos, não fiquem obsoletos. As tecnologias ao longo dos anos elas evoluem, os equipamentos evoluem e, com essa cláusula no contrato, a gente garante que o Estado e o porto continuarão a receber investimentos e o terminal continuará sendo um terminal moderno até o final dessa concessão, que é 2048.
Esses equipamentos que o senhor citou incluem portêineres, como os que existem hoje no porto?
São dois novos portêineres, que a gente está chamando agora de MHC, porque eles têm uma fisiologia um pouco diferente. A gente possui hoje três portêineres e a gente vai incluir nesse parque de movimentação de contêineres mais dois. A gente sai de três atuais equipamentos para embarque e desembarque de cargas e passa a ter cinco equipamentos, sendo que esses dois novos são muito mais modernos e possuem outras características. Eu posso movimentar cargas que os atuais não movimentam e abre uma frente no porto de receber outros tipos de cargas.
Quais?
Carga geral de alto peso, por exemplo. Os atuais equipamentos têm capacidade de 40 toneladas de içamento. Esses novos cada um terá capacidade de 150 toneladas.
A gente vai poder ser porta de entrada ou de saída de equipamentos especiais, de alto volume, alto peso, coisas que a gente não pode fazer aqui hoje no Estado. Esses dois equipamentos serão inéditos no Espírito Santo. Nenhum outro terminal vai ter uma capacidade de içamento igual o TVV vai ter já a partir do final deste ano. Esses equipamentos chegam já no final de 2021 e a previsão é que a gente vire este ano para o ano que vem já com esses equipamentos operando.
Os outros cinco equipamentos são equipamentos chamados reach stacker, que são equipamentos de movimentação no pátio. Não é para embarcar ou desembarcar um navio. É para movimentar a ação da retroárea. São equipamentos mais modernos, mais automáticos e com grau de performance maior.
"Com os investimentos em novos equipamentos, a gente ganha performance [na operação] do navio e ganha performance [na operação] do pátio, mandando e recebendo as cargas. Essa é a estratégia"
Hoje qual é a movimentação do TVV?
A gente movimentou em 2020 aproximadamente 180 mil contêineres. E a gente viu o incremento dos volumes nesses últimos meses e anos. Por incrível que pareça, nesse momento de pandemia, os volumes de contêineres aumentaram. Os principais negócios desse porto acabaram tendo uma movimentação atípica. Por exemplo, o principal negócio desse terminal é enviar chapa de granito para os Estados Unidos e o consumo de chapas de granito nesse mercado aumentou na pandemia. Porque os americanos começaram a reformar mais as suas casas. Eles receberam auxílios do governo e muitos americanos optaram por fazer reformas. Isso teve uma alta demanda por produtos do Estado, de chapas de granito. Isso favoreceu a movimentação do porto. Além disso, por exemplo, o consumo de café no mundo ele aumentou por algumas razões. As pessoas em casa consumiram mais café e o produtor é que se beneficiou bastante disso porque a safra foi muito boa, o câmbio favoreceu e esses caras exportaram muito para outros novos mercados inclusive.
"A movimentação do porto do ponto de vista de exportação ela cresceu bastante. Então, foi um ano de movimentação muito forte e a gente tem uma expectativa que esse movimento continuará ao longo desse ano"
O TVV chegou a ter recorde de movimentação?
Não foi recorde, mas foi um dos melhores anos da nossa história.
Isso considerando exportação ou também importação?
Exportação. Do ponto de vista da importação os volumes caíram um pouco. A gente achava que ia cair mais inclusive. Ao longo do ano de 2020 caiu muito, mas ao final do ano se recuperou. Isso muito por conta do câmbio. Como a exportação favoreceu muito, o câmbio também prejudica um pouco as importações. Por conta do câmbio em si e por conta da economia nacional que não está daquela forma. A gente tem percebido uma retomada das importações. A gente acredita que o mercado de importação vai dar uma estabilizada um pouco melhor agora, mas a depender da reação econômica brasileira. Só que tem um porém. Esse porto, por característica, ele exporta mais do que importa. Normalmente, a gente já tem mais volume de exportação do que importação. E esse volume de exportação cresceu mais. E a importação afeta, mas afeta menos do que a exportação.
O senhor citou que a alta das exportações foi puxada pelo mercado americano com a compra de mármore e granito. O aumento da demanda também aconteceu via outros países?
A China foi um mercado importante também durante todo o ano passado e continua sendo na exportação de carga geral. A gente exporta para a China, por exemplo, rocha, a chapa de granito da forma bruta, e esse mercado foi muito bom em 2020. A economia da China sentiu menos o impacto econômico e, com isso, teve uma boa demanda por esse tipo de produto também. A gente conseguiu performar bons volumes para a China e também para a Europa. Mas a Europa é um mercado de menor relevância para gente. Então, eu consideraria a retomada muito forte dos EUA, e que pegou na veia nossos principais produtos, e a China, com uma não queda econômica tão relevante.
A pandemia trouxe reflexos, mas os resultados do TVV não foram impactados de forma negativa, né?
A gente passou um ano com bastante desafios. A pandemia nos atingiu em cheio no seu primeiro momento, entre abril, maio e junho. A gente teve uma queda muito forte de volumes naquele período. O terminal foi classificado como atividade essencial pelo governo federal logo no início da pandemia em março. Então, o porto não parou nem um dia. E a gente viu no segundo semestre uma retomada dos embarques com as reaberturas econômicas e principalmente no final do ano essa retomada se acentuou, foi muito forte, a ponto de recuperar a queda vertiginosa que a gente teve naquele período.
O segundo trimestre foi o mais drástico para todos os setores...
Foi o mais pesado. Quando eu olho hoje o ano anterior, foi um ano completamente atípico. A gente teve momentos muito ruins de volume, mas o final de 2020 foi muito bom e fez com que a gente fechasse um ano bom. Quando eu comparo com os últimos anos do TVV, eu não posso te falar que foi o pior ano. Pelo contrário, foi um dos melhores anos.
O melhor em quanto tempo?
Foi o melhor ano em volume dos últimos cinco anos. Nesse ano de pandemia a gente se reinventou. A gente não ficou acomodado, esperando a carga chegar. A gente desenvolveu novos produtos, fomos em busca de novos produtos, de novos projetos e a gente lançou ao longo da pandemia novas soluções logísticas para atender outros mercados.
Pode citar exemplos?
A gente não operava aqui cargas de fertilizante, malte, granel, por exemplo. E a Log-In passou a operar esse tipo de carga. A gente começou a ofertar esse tipo de solução para vários clientes. A gente começou a ofertar para vários clientes serviços acessórios. Então, hoje um importador pode usar o terminal não só como um porto, mas posso desovar um contêiner, realizar um serviço adicional, um produto, segregar uma carga, deixar armazenada aqui dentro, atender o cliente de uma forma mais customizada. A gente deixou de ser uma commoditie, de entra e sai de contêiner, para ofertar novos produtos e se reinventar como terminal para que a gente fosse um prestador de solução logística para os importadores e exportadores. Isso ajudou também a criar novos negócios aqui dentro. A gente se reinventou nesse sentido e acho que isso ajudou bastante a sermos estáveis em volumes.
Em 2020 a movimentação foi de 180 mil contêineres. Para 2021 qual a previsão?
A gente é uma empresa de capital aberto e alguns dados bastante específicos a gente tem que comunicar ao mercado de forma oficial via CVM. O que eu posso te dizer é que a gente tem uma expectativa que seja um ano positivo, melhor do que o ano passado. Isso é algo que a gente sempre espera. Agora, a gente acompanha com cautela a evolução econômica do país. E não só do Brasil, mas também dos países entre os quais a gente tem uma relação comercial, principalmente EUA, China e a região do Euro. Isso interfere diretamente no nosso negócio. A gente pode estar caminhando super bem e amanhã ter um prolema. A expectativa é positiva, mas de cautela diante do cenário de incertezas que a gente está vivendo.
A pandemia e o comportamento da doença são imprevisíveis, mas olhando para os Estados Unidos, que já anunciou um plano de reconstrução do país de trilhões de dólares, e tem a China projetando um crescimento mais robusto em 2021, ou seja, temos boas perspectivas para dois países que são fortes parceiros comerciais do ES. Se os planos desses países se efetivarem quais reflexos podem vir para o ES?
Os EUA já aprovaram um pacote de US$ 1,9 trilhão de auxílio para o americano, e aí é dinheiro na mão, um cheque de US$ 1.400 para cada americano. Isso para nós já é algo super positivo porque a gente espera que esse movimento seja semelhante ao do ano passado, quando foi dado esse auxílio e o americano reformou casas e o nosso produto foi bastante demandado, e o benefício lá atrás foi menor do que esse de US$ 1.400. E agora o presidente Biden anunciou que ele está com planos de um novo pacote e esse voltado para infraestrutura, ainda sem detalhamento. Mas quando ele fala em auxílio para obras de infraestrutura, eu fico de alguma forma com a expectativa positiva. Por quê? Imagina que se construa um novo aeroporto nos EUA, ou um novo shopping center... O mármore e granito capixaba se adequam exatamente nessa obra. Então, isso para nós é super positivo.
Da mesma forma em relação à China, né?
Isso. Ano passado o volume foi muito bom porque a China construiu um aeroporto grande lá e uns fornecedores daqui ganharam a obra. Ou seja, obras de infraestrutura são muito positivas para o nosso negócio e a gente espera que com isso [medidas previstas] esses volumes fiquem aquecidos. O câmbio na casa dos R$ 5,7 é horrível para quem quer viajar, mas para o cara que está fazendo exportação de produtos do Brasil é uma maravilhava, ele é favorecido, está ganhando muito dinheiro. Tem uma série de prós e contras. E no café os EUA reabrindo bar, restaurante, coffee shop, Starbucks, o consumo de café aumenta. Então, ano passado tinha café disponível porque a safra foi boa e o consumo foi bom. Este ano tem ainda café e se o consumo aumentar e com o câmbio, acho que é um mercado que vai continuar aquecido. Eles acabaram de divulgar recentemente que no início de 2021 foi um dos recordes de exportação de café, uma marca histórica. O mercado continua aquecido e o consumo está aumentando porque está abrindo lá loja, café, etc etc... Na minha visão, isso tende a possibilitar um ano positivo nesse sentido caso essas condições permaneçam.
O setor portuário é enquadrado como essencial, mas em momentos em que são adotadas restrições mais severas em outras áreas isso afeta de alguma forma as atividades da Log-In?
O terminal ele não para, é uma atividade essencial, as operações continuam de forma regular no porto. Nós estamos tomando todas as medidas que mandam o protocolo da saúde. Então, tem muitos colaboradores, praticamente todos os que podem em homeoffice. Só está aqui no terminal quem realmente precisa estar aqui. O terminal portuário segue uma regulação da Anvisa, então tem uma série de procedimentos para adentrar no terminal, para executar uma operação, para acessar uma embarcação com estrangeiros, por exemplo, enfim... Os protocolos acontecem. Até agora, neste momento, a gente não sentiu nenhum impacto diferente do ponto de vista comercial, por conta de restrições estabelecidas no ES. Mas a gente sabe que pode acontecer redução de demanda para alguns produtos que adentram via terminal, então, pode ser que mais para frente algum tipo de redução de movimentação possa acontecer.
Os investimentos que vão ser feitos pela Log-In vão ter reflexos na mão de obra, com novas contratações, por exemplo?
Os equipamentos [que serão adquiridos] possuem tecnologia extremamente moderna e a gente vai precisar atualizar nosso capital intelectual para lidar com essa nova tecnologia, do ponto de vista de engenharia e manutenção. A gente espera não só a compra dos equipamentos, mas que a mão de obra do terminal seja uma mão de obra mais qualificada. Então, isso faz parte do projeto. Existem linhas do projeto de investimentos que são compra de conhecimento. Então, não é só ir lá e comprar o equipamento. É comprar o equipamento, conhecimento, com a tecnologia. Tem um intercâmbio com as empresas fornecedoras desses equipamentos, que são europeias, que também tragam para cá conhecimento. Isso tem muita relevância e provavelmente a gente vai precisar contratar gente também com conhecimentos específicos.
O senhor falou sobre os novos projetos, mais investimentos, novos equipamentos, qualificação de mão de obra. Dentro desses planos, há previsão de vocês trabalharem com novos perfis de cargas?
O Espírito Santo tem algumas cargas por característica. No Porto de Vitória: café, granito, fertilizantes, gusa, malte, granito em bloco. A gente tenta vender o Estado como um ativo logístico relevante para vários setores. Esse porto tem um raio de atuação entre Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais e, no momento, eu conto que os atuais negócios alavanquem. Até porque, diante da situação que a gente está vivendo, a gente está muito pé no chão, não sabe muito o que vem pela frente.
Em fevereiro, o TVV fez uma operação junto à Ford. Aquela foi uma operação pontual ou a Log-In e a montadora vão continuar essa parceria?
Aquela foi uma operação pontual. Mas a Log-In tem trabalhado forte nesse assunto [movimentação de veículos]. A gente venceu um leilão para uma nova área no porto, de aproximadamente 55 mil metros quadrados, para a operação de veículos. A gente fez isso porque a gente tem uma grande expectativa que este ano o volume de importação de veículos via Porto de Vitória vai se elevar e a gente está se preparando de forma estruturada para receber esses veículos no porto.
"Diversas montadoras têm olhado o Espírito Santo como um hub logístico para a importação de veículos. Tanto pelo ponto de vista do porto, do parque que a gente tem no Contorno e, agora, que com essa nova área de 55 mil metros que é operada pela Log-In para fazer esse tipo de operação. A gente está se preparando para atender esse mercado"
Além da aposta nessa operação, a Log-In trabalha com algum novo serviço?
Outra coisa que a gente está crescendo muito aqui é em ser um vendedor de soluções logísticas. A gente vende também soluções customizadas. Então, a gente espera muito que o terminal cresça nisso, que um importador ou exportador use a Log-In não só como porto, mas como uma empresa que possa construir uma logística dedicada, uma solução customizada, que envolva o porto, envolva a navegação. A gente tem trabalhado muito nisso também. De ser uma empresa não só de terminal portuário, mas uma empresa que vende logística.
Atualização
15/04/2021 - 10:10
Na coluna "Com investimentos de R$ 120 milhões, TVV quer movimentar mais cargas", o diretor de terminais da Log-In, Ilson Hulle, disse em sua primeira resposta da entrevista, publicada no dia 13/04/21, que o TVV "é por onde é exportada, por exemplo, toda a safra de café do Espírito Santo e da região da Zona da Mata mineira". Nesta quinta-feira (15), por meio de sua assessoria, ele entrou em contato e pediu para a coluna fazer um ajuste na sua fala, substituindo o "toda a safra" por "parte da safra". Assim, o texto atualizado fica da seguinte forma: "O nosso terminal é por onde é exportada, por exemplo, parte das safras de café do Espírito Santo e da região da Zona da Mata mineira".