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Impactos da Covid-19

Com queda na demanda de aço, ArcelorMittal Tubarão vai parar alto-forno 3

Siderúrgica vai reduzir a produção na unidade capixaba. Decisão já é reflexo da pandemia do coronavírus

Publicado em 27 de Março de 2020 às 20:44

Públicado em 

27 mar 2020 às 20:44
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Alto-forno 3 da ArcelorMittal Tubarão
Alto-forno 3 da ArcelorMittal Tubarão Crédito: Usina de Imagem/AMT Divulgação
ArcelorMittal Tubarão vai paralisar o alto-forno 3 dentro de até 45 dias. A medida já é resultado da desaceleração da demanda nacional e mundial pelo aço em decorrência da pandemia do coronavírus. A informação foi confirmada pela siderúrgica.
“Considerando os cenários econômicos nacional e internacional, cujos mercados têm apresentado baixa demanda por aço, a empresa decidiu pela parada, em até 45 dias, das atividades do alto-forno 3. Ele se junta ao alto-forno 2, que está parado desde o ano passado”, informou a companhia por nota. Assim, apenas o alto-forno 1 continua em operação.
Além do alto-forno 3, uma fonte acrescentou que também vão ser suspensas as atividades de um conversor na aciaria e do lingotamento contínuo 2, mas ao ser questionada, a Arcelor não confirmou nem negou essa informação.
O tempo que o alto-forno 3 ficará inoperante, bem como qual será o impacto nos empregos e na produção local de aço não foram detalhados pela ArcelorMittal Tubarão. A empresa esclareceu apenas que “até o presente momento não há impacto no atendimento aos clientes”, e reforçou que uma das principais “preocupações tem sido a manutenção dos compromissos já acordados”.
Considerando a capacidade produtiva da Arcelor no Estado, de aproximadamente 7,5 milhões de toneladas de aço por ano, com a interrupção das duas plantas, a unidade capixaba passará a produzir menos da metade do seu potencial, uma vez que o alto-forno 2 tem capacidade para 1,2 milhão de toneladas e o 3 para 2,8 milhões.
Produção de placas de aço na ArcelorMittal Tubarão
Produção de placas de aço na ArcelorMittal Tubarão Crédito: ArcelorMittalTubarão/Divulgação

IMPACTOS DE CURTO E LONGO PRAZO

A interrupção das atividades do equipamento reforça como a pandemia da Covid-19 está afetando as economias globais. No mercado interno, a retração, por exemplo, do segmento da construção civil e de obras ligadas à infraestrutura trazem reflexos diretos para a siderurgia. No mercado internacional, países como os Estados Unidos e a China, importadores do aço capixaba, estão entre os mais afetados pela doença, e isso compromete a demanda pela commodity.
Este cenário traz preocupações imediatas, como a redução da atividade econômica, queda na arrecadação e a possibilidade de desligamentos de profissionais, mas levanta algo que pode ser preocupante no médio e no longo prazo, que é a perda de competitividade da siderurgia capixaba.
A ArcelorMittal tem plantas espalhadas por todo o mundo. Ao tomar a decisão pelo desligamento de um alto-forno no Estado, ela passa um recado de que do ponto de vista global, podemos estar ficando para trás.
Historicamente, Tubarão sempre foi uma referência na produção de aço, sendo considerada uma das plantas com melhor qualidade e custo de produção do mundo. Desligar o alto-forno 3 e manter o alto-forno 2 sem atividades pode ser um indicativo de que essas plantas já não oferecem tanta competitividade como antes e, se isso vier a se confirmar, estamos diante de um dilema que vai muito além dos impactos do coronavírus.

O que diz a ArcelorMittal Tubarão

A ArcelorMittal Tubarão informa que tem se mantido atenta ao cenário de propagação do coronavírus (Covid-19) no Brasil e no mundo, assim como seus desdobramentos e as orientações dos órgãos de saúde competentes. Nas últimas semanas empreendeu uma série de ações alinhadas às orientações da Organização Mundial de Saúde e do Poder Público Brasileiro, visando apoiar na prevenção da disseminação do vírus e na redução dos riscos de transmissão da doença, dentro e fora da unidade.

 Dentre as medidas tomadas estão a suspensão de eventos externos, internos e atividades com grande aglomeração de pessoas, a orientação a empregados para cancelarem viagens a trabalho e priorizarem a realização de reuniões virtuais, o afastamento social recomendado, a intensificação dos procedimentos de limpeza e higienização e a promoção de amplas campanhas internas orientativas.

A empresa também adotou, nos últimos dias, o teletrabalho para a maioria das funções administrativas como forma de diminuir o volume de circulação de pessoas em suas dependências.

 Além disso, considerando os cenários econômicos nacional e internacional, cujos mercados têm apresentado baixa demanda por aço, a empresa decidiu pela parada, em até 45 dias, das atividades do Alto-Forno 3. Ele se junta ao Alto-Forno 2, que está parado desde o ano passado.

A decisão se soma às ações que têm sido implementadas buscando contribuir com a contenção da doença e está alinhada ao nosso papel social junto à sociedade. Até o presente momento, não há impacto no atendimento aos nossos clientes, sendo que uma das nossas principais preocupações tem sido a manutenção dos compromissos acordados.

A empresa acrescenta que está confiante que esse cenário crítico vai passar e logo todas as atividades e convívios poderão ser retomados normalmente.

Confira o posicionamento na íntegra:

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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