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Combate ao coronavírus

Como foi o tom da reunião entre Casagrande e empresários sobre a Covid

A coluna ouviu lideranças do setor produtivo e integrantes do governo do Espírito Santo. Segundo eles, foi uma reunião dura diante do cenário crítico da pandemia e da necessidade de adoção de novas restrições das atividades econômicas

Publicado em 16 de Março de 2021 às 03:00

Públicado em 

16 mar 2021 às 03:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Renato Casagrande, Nésio Fernandes e Rogélio Pegoretti realizaram coletiva de imprensa no Palácio Anchieta nesta segunda-feira (1)
Governador Renato Casagrande (PSB) fez reunião com lideranças empresariais para debater medidas restritivas que precisarão ser adotadas pelo Estado no combate à Covid-19 Crédito: Fernando Madeira
A reunião entre o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), membros da equipe de governo e lideranças do setor produtivo foi dura e tensa para todos os envolvidos. Não em função de qualquer tipo de hostilidade ou desrespeito entre os participantes, mas pela gravidade da situação em que o Estado se encontra em relação ao avanço da Covid-19, ao número de contaminados e mortos, além dos reflexos da doença sobre o sistema de saúde pública e privada.
Depois de quase 2 horas de conversa, a maioria dos empresários saiu do encontro ciente de que não há muitas alternativas para o quadro que não passe por restrições mais severas.
Tanto é que, desta vez, as contra-argumentações foram menos incisivas do que aquelas feitas no ano passado, quando o Estado também debateu junto à iniciativa privada quais ações tomar no combate ao novo coronavírus.
Fontes comentaram que os números apresentados eram tão alarmantes que ficou difícil pedir ao governo pela manutenção da atividade econômica regular enquanto milhares de vidas estão sendo perdidas. Até segunda-feira (15), o Espírito Santo já acumulava 6.746 óbitos, e chegou a registrar quase 90% de ocupação nos leitos de UTI exclusivos para o tratamento da Covid-19.
Para algumas delas, receber a notícia de que diversos negócios vão ter suas atividades limitadas foi difícil e decepcionante, mas as justificativas realistas com base na transparência dos dados e a adoção de uma postura de diálogo do governo resultaram em uma melhor compreensão do cenário.
Durante e ao final da reunião o que não faltaram foram adjetivos para descrever a situação atual e a que deverá perdurar nos próximos dias. Crítica, gravíssima, preocupante, desesperadora e calamitosa foram alguns deles.
Esse choque de realidade fez com que o tom das falas dos representantes dos segmentos produtivos fosse sóbrio e até mesmo solidário às decisões que serão tomadas pelo governador Casagrande nas próximas horas, como a de restringir a abertura do comércio.
Claro que é inevitável que exista insatisfação entre os participantes, afinal o efeito econômico será significativo, mas o que prevaleceu foi a responsabilidade e o compromisso das lideranças com a saúde e a vida dos capixabas.

INCERTEZAS

As incertezas sobre o comportamento da doença nos próximos dias, assim como quais medidas serão de fato implementadas pelo governo estadual e por quanto tempo elas precisarão viger também trazem insegurança para o segmento.
"Mesmo com toda a abertura que foi criada para o debate, não foi colocado à mesa de forma definitiva as ações que serão tomadas. Mas uma coisa eu te asseguro: ninguém saiu da reunião achando que os próximos dias serão de liberdade no funcionamento dos negócios"
Fonte da coluna - Preferiu não se identificar
Ainda que a expectativa seja pela limitação da atividade econômica, as fontes ouvidas pela coluna frisaram que o governo não chegará a adotar um lockdown, que é o tipo de medida mais extrema para que haja o distanciamento social. Quando há o lockdown, fronteiras e divisas são fechadas, praticamente todo tipo de negócio deixa de funcionar, fábricas interrompem a produção e a circulação de pessoas nas ruas também passa a ser restrita.
A previsão é que o governador Renato Casagrande anuncie nesta terça-feira (16) as ações para o enfrentamento desta fase da pandemia, publique até quarta-feira (17) os decretos com as novas regras e dê alguns dias para que a população e as empresas conheçam os novos critérios e possam se adequar.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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