Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Novos negócios

Empresa do ES vai investir R$ 25 milhões em fábrica de válvulas na Serra

A WCM Embalagens vai instalar no TIMs uma unidade para produção de lotion pump, um tipo de válvula utilizada em itens como sabonete líquido, álcool em gel, xampu e condicionador

Publicado em 08 de Julho de 2021 às 02:00

Públicado em 

08 jul 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Válvulas são utilizadas em itens como sabonete líquido, álcool em gel, xampu e condicionador
Lotion pump: válvulas voltadas para mercados como de cosméticos, higiene e limpeza vão ser fabricadas em unidade na Serra Crédito: WCM Embalagens/Divulgação
A empresa capixaba WCM Embalagens vai investir na instalação de uma fábrica de lotion pump no Terminal Industrial Multimodal da Serra, o TIMs. Trata-se de uma planta industrial para produzir válvulas que são utilizadas em diversos segmentos como o de cosméticos, higiene, limpeza, farmacêutico, óptico, entre outros. 
A companhia - formada por sócios de três empresas que já atuam no mercado, sendo duas delas do Espírito Santo e uma de São Paulo - vai investir R$ 25 milhões na primeira fase do negócio. 
Apesar do nome lotion pump não ser tão conhecido entre muitas pessoas, a utilização desse tipo de material é muito comum no dia a dia dos brasileiros. As válvulas são aplicadas em produtos como sabonete líquido, álcool em gel, xampu, condicionador, hidratante, itens de limpeza, entre outros.
A previsão é que a unidade - localizada em uma área de 7.500 metros quadrados - comece a operar em outubro deste ano e produza 2,5 milhões de peças por mês. O maquinário utilizado será todo nacional.
Galpão localizado no TIMS onde vai funcionar fábrica de válvulas da WCM Embalagens
Galpão localizado no TIMS onde vai funcionar fábrica de válvulas da WCM Embalagens Crédito: WCM Embalagens/Divulgação
Para essa etapa, vão ser criados cerca de 50 empregos entre diretos e indiretos, conforme contou à coluna Cézar Wagner Pinto, um dos sócios e diretor administrativo e financeiro da empresa. 
De acordo com ele, vão ser demandados trabalhadores da área de produção, operadores de máquina injetora e de equipamentos para corte, além de profissionais administrativos. Também vão ser abertas oportunidades para o setor de depósitos e distribuição logística.  As vagas vão ser preenchidas por meio do Sine.
O empresário explica que uma segunda etapa já é planejada. A partir de 2022, a planta capixaba vai começar a produzir sprays, itens semelhantes aos usados, por exemplo, em embalagens de repelentes. Isso será possível com a transferência da linha de produção instalada em São Paulo para a Serra.
"O Grupo SH, que é um dos nossos sócios, fabrica hoje o spray em São Paulo. Mas ele vai migrar para o ES. Então, estamos falando de mais cerca de R$ 30 milhões em equipamentos que virão para cá, e a nossa expectativa é que, a partir de janeiro do próximo ano, a fabricação do spray seja iniciada"
Cézar Wagner Pinto - Sócios e diretor administrativo e financeiro da empresa.
Com o incremento da nova linha, mais 4 milhões de peças vão ser produzidas na fábrica da WCM, ou seja, no início do próximo ano cerca de 6,5 milhões de itens - entre lotion pump e spray - vão ser fabricados por mês. O planejamento dos empreendedores é que ao final de 2022 essa capacidade alcance os 10 milhões de produtos mensalmente.
Paralelamente ao processo produtivo, a companhia vai trabalhar com a importação de válvulas para que consiga atender toda a demanda de clientes do país.  Hoje, o grupo já faz operações de importação. De janeiro a junho, por exemplo, foram trazidos para o Brasil, por meio do Porto de Vitória, 10 milhões de unidades. 
O diretor administrativo e financeiro explica que a tendência é que conforme a planta industrial aumentar a sua capacidade produtiva, a importação tende a diminuir. Ele pondera que hoje, em função da demanda existente, ainda é preciso fazer essa combinação.
O empreendedor observa que existem hoje poucas fábricas no Brasil para fornecer as válvulas e que elas distribuem para grandes empresas, como Natura, Avon e Boticário.
Área interna do galpão onde vai funcionar fábrica da WCM Embalagens
Área interna do galpão onde vai funcionar fábrica da WCM Embalagens Crédito: WCM Embalagens/Divulgação
Com os investimentos, a WCM espera fornecer os produtos para empresas de todo o Brasil, sendo que os principais clientes - como fábricas de cosméticos, de higiene e produtos de limpeza - concentram-se principalmente no Sudeste. 
O grupo anuncia seu novo negócio já de olho em expandir ano a ano. O otimismo é baseado no bom desempenho que setores que demandam as válvulas têm apresentado no mercado. 
"O segmento desse tipo de embalagem está em uma contínua evolução. Nossos clientes estão demandando os produtos e estamos com uma expectativa muito positiva de crescimento para os próximos três anos."
Produto como a válvula gatilho vai ser fabricado na planta industrial da Pump América, em Linhares
Produto como a válvula gatilho vai ser fabricado na planta industrial da Pump América, em Linhares Crédito: Carola68/Pixabay

LINHARES TAMBÉM VAI RECEBER FÁBRICA DE VÁLVULAS

A previsão é que, a partir de agosto, a Pump América dê início à operação da fábrica, que prevê uma produção diária de 200 mil válvulas e a contratação de cerca de 100 profissionais.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Sopas proteicas: 4 receitas fáceis e saudáveis para o jantar
Senado Flávio Bolsonaro
Flávio planeja reajustar aposentadorias e despesas com saúde e educação só pela inflação
Imagem BBC Brasil
CCJ da Câmara aprova propostas que acabam com a escala 6X1; o que acontece agora

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados