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Saneamento

Empresa paulista planeja ampliar atuação no ES

Grupo Opersan, que trabalha com soluções no tratamento de águas e efluentes em 10 Estados do país, vê o Espírito Santo como potencial para receber investimentos

Publicado em 22 de Janeiro de 2021 às 02:00

Públicado em 

22 jan 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Tratamento de águas e efluentes: Opersan tem foco em clientes industrias.
Tratamento de águas e efluentes: Opersan tem foco em clientes industrias. Crédito: Opersan/Divulgação
Especializado em soluções ambientais para águas e efluentes, o Grupo Opersan está otimista com as oportunidades que tendem a surgir no país nos próximos anos em virtude do marco do saneamento, aprovado no Congresso em 2020 e, nesse cenário, enxerga o Espírito Santo como local potencial para novos negócios. 
A empresa - que atua em 10 Estados e tem o foco em clientes industriais - já está presente em terras capixabas, com a prestação de serviços para uma indústria do setor químico de Aracruz. É também o município do Norte do Espírito Santo que entrou no radar da companhia para sua expansão. 
A coluna conversou com o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Opersan, Diogo Taranto, que falou um pouco mais sobre as negociações em andamento com o objetivo de crescer por aqui. De acordo com ele, possíveis projetos são tratados junto a outra indústria química e a uma fábrica de papel e celulose. Ele não citou nomes, mas ambas são na região de Aracruz.
Diogo Taranto é diretor de Desenvolvimento de Negócios da Opersan Crédito: Opersan/Divulgação
"Acreditamos que há muito a crescer nessa área do saneamento, e um indicador disso foi a licitação [da PPP] de Cariacica, que atraiu em 2020 grandes investidores. Isso aconteceu porque o ES é um Estado com potencial"
Diogo Taranto - Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Opersan
Taranto pondera que embora o Estado tenha bons indicadores econômicos e ofereça um ambiente institucional amistoso, ele fica na média nacional quando o assunto é saneamento.
 "Se olharmos o percentual da população do Brasil que não tem acesso à água tratada, teremos algo em torno de 16%. No Espírito Santo esse número fica entre 18% a 20%. Se olharmos quem não tem coleta de esgoto, estamos falando de 48% a 50% da população brasileira e na faixa de 45% a 46% no caso do Espírito Santo. Então, é um paradoxo que um Estado com IDH avançado e com outros bons indicadores fique na média nacional. Por isso, olhamos para o Espírito Santo com ótimos olhos e queremos crescer aí de forma bastante planejada."
O executivo explica que a Opersan trabalha em duas frentes principais chamadas de onsite e offsite. No primeiro caso, o tratamento oferecido pelo grupo acontece em estações construídas na própria indústria que contrata o serviço. Já na categoria offsite,  as estações de tratamento de efluentes são externas à planta industrial do cliente. 

ESTÍMULO AOS SETORES PÚBLICO E PRIVADO

Para Taranto, mesmo que o marco legal do saneamento tenha o foco no âmbito público, ele vai estimular investimentos na iniciativa privada. O diretor argumenta que o desenvolvimento do setor nas cidades e estados brasileiros vai fazer com que indústrias se mobilizem e passem a tratar seus resíduos da maneira correta. 
"A partir do momento que o município for regularizado, a indústria não vai ficar descartando sozinha no rio porque o holofote vai estar inteirinho voltado para ela. Então, eu imagino que, com a formalização no mercado público, naturalmente o mercado industrial vai acelerando e se fomentando a criar novos negócios"
Diogo Taranto - Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Opersan
Diogo Taranto não entrou em detalhes sobre os investimentos específicos para o Espírito Santo, mas afirmou que os projetos desenvolvidos pela Opersan variam de R$ 4 milhões a R$ 30 milhões a depender do perfil e da demanda de cada cliente. 
Questionado sobre as perspectivas para 2021, ele se mostrou otimista. Explicou que à medida que a economia melhora, aumenta a atividade industrial e, portanto, a geração de efluentes e o uso de água, o que impacta diretamente nos negócios do grupo. Segundo ele, as perspectivas de crescimento estão na casa dos 15% a 20%.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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