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Mercado financeiro

IPO do PicPay: Após 14 anos, ES pode ter nova empresa listada na B3

Aplicativo capixaba de pagamentos digitais, o PicPay, se prepara para fazer a abertura de capital na Bolsa de Valores

Publicado em 20 de Fevereiro de 2021 às 02:00

Públicado em 

20 fev 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Picpay se prepara para abrir capital na Bolsa de Valores
Picpay se prepara para abrir capital na Bolsa de Valores Crédito: Rogério Cassimiro/PicPay Divulgação
Entre as mais de 350 empresas listadas na Bolsa de Valores Brasileira, a B3, apenas duas são do Espírito Santo: a Fertilizantes Heringer (FHER3), que abriu capital em 2007, e o Banestes (BEES3 e BEES4), com ações negociadas desde 1977. Mas essa lista promete ser reforçada com a chegada da fintech PicPay.
Após 14 anos sem nenhuma oferta inicial pública de ações (IPO, na sigla em inglês) de uma companhia capixaba, o aplicativo de pagamentos digitais, criado em 2012 em Vitória, se prepara para abrir capital na bolsa.
Até o momento, o interesse de ofertar ações na B3 não foi oficializado pela empresa, mas nos bastidores já há informações de que a startup da área financeira está com esse processo em curso. 
Conforme noticiado pela coluna Broadcast do Estadão, nesta sexta-feira (19), o PicPay já contratou o BTG Pactual para ser seu coordenador no IPO. A matéria diz ainda que a empresa está avaliando se fará a oferta de ações na bolsa brasileira, a B3,  ou se irá abrir o capital na bolsa americana Nasdaq.  
A coluna ouviu algumas fontes do mercado financeiro que disseram ver com bons olhos a entrada do PicPay neste mercado. Para os especialistas, no caso da escolha pelo Brasil há uma grande janela de oportunidades, já que na B3 não existem ainda muitas empresas com o perfil da fintech. 
Escritório do PicPay em Vitória: fintech capixaba tem cerca de 40 milhões de usuários Crédito: PicPay/Divulgação
"Hoje existem pouquíssimas opções de bancos digitais listados em bolsa. Então, acredito que esse pode ser um segmento muito interessante e atrair investidores. Olhando a enorme quantidade de pessoas desbancarizadas no país, isso traz uma perspectiva de que esse é um setor com muito potencial para avançar. Fora que estamos passando por uma boa janela de IPOs. Entendo que o IPO do PicPay tende a ser bem-sucedido", avaliou um gabaritado profissional da área.
Outra fonte disse acreditar que o PicPay tende a priorizar o Brasil para ofertar as ações, "a não ser que eles avaliem que lá fora vão pagar muito mais", uma vez que a bolsa americana tem um histórico de pagar mais caro por empresas com o perfil da fintech. 
"As últimas techs [a abrir capital] na B3 foram todas super bem. Acho que o PicPay vai ter uma boa aceitação aqui pelo fato de, já no primeiro dia, as ações de empresas desse segmento estarem conseguindo grande valorização e também pela marca ser muito regional/local", acrescentou um agente do mercado. 
Para as fontes ouvidas pela coluna, a tendência é que a oferta inicial pública de ações do PicPay aconteça já no primeiro semestre. Além do BTG Pactual, algumas instituições estão sendo cotadas para a estruturação da oferta e são citadas nos bastidores por quem acompanha o processo: Bradesco e XP.   A coluna procurou o PicPay, mas a empresa informou que não comentaria o assunto.

CRESCIMENTO NA PANDEMIA

Maior fintech do Brasil em número de clientes, com cerca de 40 milhões, o PicPay ficou conhecido por permitir a transferência instantânea entre diferentes contas, antes mesmo de o PIX ser criado pelo Banco Central. Por mês, são mais de R$ 2 bilhões em transações. A companhia oferece também serviços como saque, emissão de boletos e  uma rentabilidade de 210% do CDI para aqueles que têm recursos depositados na conta.
A fintech, controlada pelo Banco Original (ambos do grupo JBS), vem apresentando expressivo crescimento nos últimos anos, mas foi em 2020, em meio à pandemia do novo coronavírus, que a carteira de clientes disparou em virtude da intensa busca por serviços financeiros digitais. Para se ter uma ideia, em 2019 o Picpay tinha cerca de 14 milhões de clientes.
Primeira loja física da Wine foi lançada em Belo Horizonte
Primeira loja física da Wine foi lançada em Belo Horizonte Crédito: Site Wine/Divulgação

WINE ANUNCIOU IPO, MAS DESISTIU

Em 2020, outra empresa capixaba, a Wine, esteve bem próxima de abrir capital na B3. Ela chegou a iniciar o processo e tornar público o seu interesse pela oferta de ações. Mas conforme a coluna noticiou, em primeira mão, a loja virtual de vinhos desistiu em virtude da conjuntura de mercado e pelo fato de a demanda de investidores interessados em fazer a reserva ter sido abaixo do esperado.
“Considerando que o prazo para cumprimento dos vícios sanáveis perante a CVM se encerra em 17 de dezembro, a companhia, os acionistas vendedores e os coordenadores da oferta decidiram pela suspensão voluntária da oferta, por prazo a ser ainda confirmado pela CVM e não superior àquele de cumprimento do vícios sanáveis, e comunicarão tempestivamente ao mercado a decisão sobre retomar, interromper ou cancelá-la", informou a Wine à época. 

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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