Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Retomada em Anchieta

Mesmo com coronavírus, Samarco volta a operar até o final de 2020

Empresa informou que está tomando os cuidados em relação à Covid-19, mas que mantém cronograma para reativar, até dezembro, suas atividades em Ubu, no Sul do ES

Publicado em 29 de Abril de 2020 às 05:00

Públicado em 

29 abr 2020 às 05:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Vista noturna da unidade da Samarco, em Ubu, Anchieta
Vista noturna da unidade da Samarco, em Ubu, Anchieta Crédito: Jefferson Rocio/Divulgação Samarco
pandemia do coronavírus e todos os seus reflexos ligados às questões sanitárias e econômicas não mudaram, pelo menos até aqui, os planos da Samarco de voltar a operar até dezembro deste ano. A companhia - que está com as atividades paralisadas desde novembro de 2015, quando aconteceu o rompimento da barragem de Mariana (MG) - prevê retomar sua operação na unidade de Anchieta no último trimestre de 2020. 
Mesmo com coronavírus, Samarco volta a operar até o final de 2020
Logo que a Covid-19 ganhou escala e passou a ter status de pandemia, com um grande número de infectados e mortos no Brasil e no mundo, criou-se uma dúvida se a Samarco teria capacidade e interesse de manter o cronograma já anunciado. Afinal, além dos cuidados e restrições que passaram a ser adotados por empresas e administrações públicas em relação à doença, vem acontecendo uma forte retração na economia, reduzindo a demanda por diversos tipos de produtos e serviços. 
A Samarco, por exemplo,  adotou, desde o dia 13 de março, uma série de medidas preventivas no combate ao novo coronavírus e passou a cumprir os protocolos estabelecidos pelas autoridades de saúde.  Entre as ações estão a adoção de regime de home office e escalonamento por meio de revezamento semanal. Assim, segundo a empresa, ela reduziu em cerca de 60% o fluxo de pessoas nas suas unidades, mas mantém atividades prioritárias e essenciais.
Sobre a redução do número de profissionais nas obras, em Minas Gerais, que vão permitir a retomada da unidade aqui no Espírito Santo, o presidente da Federação das Indústrias (Findes), Léo de Castro, reforçou que até o momento não houve comprometimento a ponto de adiar o retorno da fábrica em Anchieta. Mas pondera que a depender da expansão do número de casos da doença e das orientações que serão dadas pelos órgãos de saúde,  ele teme que o cronograma venha a ser revisado.
"Eles estão trabalhando com metade da força de trabalho em Minas, mas se isso se estender por um período mais longo, aí pode sim comprometer o planejamento. Por enquanto, está tudo dentro do cronograma. Aqui no Espírito Santo está tudo sob controle, o gargalo que pode vir a ter é nas obras em Minas Gerais. Mas volto a dizer que o que está sendo feito até agora é administrável", ponderou Castro.
Para o presidente do ES em Ação, Fábio Brasileiro,  o risco da retomada das atividades da mineradora ficar para o próximo ano é pequeno. Ele comentou que a Samarco já obteve as licenças ambientais necessárias  e que, ao definir o plano de retomada, a companhia - controlada pela Vale e pela BHP Billiton - já tinha jogado uma margem de tempo segura para a realização das obras e a reativação da planta industrial.  "Acredito que só haveria risco se houvesse um problema de mercado. Mas não vejo nenhum fator externo e interno que leve a essa direção."
O economista Orlando Caliman  também não vê empecilhos para que a Samarco volte a operar, mesmo que com a sua capacidade inicial reduzida a 26%, como já anunciou a empresa em outras ocasiões. "Acho que essa pandemia pode até agilizar o processo. Porque em um momento de crise como o que estamos vivendo, qualquer coisa que volte a produzir é muito bem-vinda. E a Samarco tem uma importante participação na economia local. Acredito que tudo está bem encaminhado", disse. 

O que disse a Samarco:

Desde o dia 13 de março, a Samarco adotou uma série de medidas preventivas frente à pandemia do novo coronavírus e está cumprindo todos os protocolos estabelecidos pelas autoridades de saúde. O objetivo é preservar a segurança dos empregados diretos e indiretos e evitar a disseminação da Covid-19 nas comunidades onde atua.

Com as ações já implementadas, como adoção de regime de home office e escalonamento por meio de revezamento semanal, de forma a manter apenas as atividades prioritárias e essenciais, a Samarco reduziu em cerca de 60% o fluxo de pessoas em suas unidades.

A empresa possui todas as licenças ambientais necessárias para reiniciar suas atividades. A retomada operacional está prevista para até o final do ano e ocorrerá após a implantação do sistema de filtragem, em andamento, e conclusão das atividades de prontidão operacional.

Esperamos que as medidas adotadas frente ao coronavírus sejam provisórias. A Samarco permanecerá atenta ao cenário para adotar novas medidas, caso necessário.

Posicionamento na íntegra

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Maranhão e Carlinhos, do Vitória-ES
Recém-chegados brilham no fim, e Vitória-ES vence o Porto Vitória na estreia da Copa Espírito Santo
Imagem de destaque
O julgamento coletivo em El Salvador que reúne centenas de acusados de integrar a gangue MS-13
Deputado federal Sóstenes Cavalcante
PL deve apoiar PEC 6x1, mas quer novo regime de contratação e compensação

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados