Há mais de 40 anos no mercado imobiliário, o empresário Douglas Vaz está otimista com o ano de 2021 e considera que o setor viverá um bom momento, assim como aconteceu em 2020, mesmo em meio ao cenário adverso de pandemia do novo coronavírus.
Ele, que é diretor da Vaz Desenvolvimento e da Cristal Empreendimentos e ainda diretor de Desenvolvimentos Urbano do Sinduscon, contou à coluna sobre os planos que as duas companhias têm para os próximos meses.
Juntas elas vão lançar nove empreendimentos e investir R$ 222 milhões em loteamentos e condomínios no Espírito Santo, em Rondônia e no Mato Grosso.
A Cristal vai colocar no mercado dois projetos com investimentos de R$ 37 milhões: a fase 3 do Morada do Lago, em Linhares, e o loteamento Mata do Sol, que ficará em Jacaraípe, na Serra.
Já a Vaz Desenvolvimento fará investimentos da ordem de R$ 185 milhões em empreendimentos distribuídos em três Estados. No Espírito Santo, prevê para o segundo semestre o Barão do Império, em Santa Leopoldina. Em Rondônia, vai lançar os loteamentos Solar de Cerejeiras, Solar de Chupinguaia, Bosque dos Oitis e o condomínio de alto padrão Boulevard Premium Cacoal. No Mato Grosso as novidades ficam por conta do Viver Tangará e Solar de Diamantino 2.
Douglas Vaz destaca que a procura por imóveis em loteamentos e condomínios disparou no último ano. Ele cita que nas suas empresas tiveram casos em que condomínios registraram uma valorização de até 110% e loteamentos tiveram uma alta média de 60% na comparação de março deste ano com março de 2020.
Para ele, o interesse dos consumidores foi um reflexo da mudança de comportamento com a pandemia do novo coronavírus. Muitas famílias buscaram imóveis que oferecessem mais espaço, conforto, áreas de lazer e privacidade.
"Muitas pessoas começaram a perceber que em loteamentos e condomínios poderiam ter mais liberdade em meio às restrições que a pandemia acabou exigindo. E o que vimos foi que muitos clientes não estavam atrás de luxo, mas de um bom espaço. Eles redescobriram um novo modo de viver"
Além dos planos para 2021, o empresário já olha para outras oportunidades no médio e no longo prazo. Segundo ele, a Vaz Desenvolvimento tem no radar a expansão para outros Estados.
Até o momento a empresa está prospectando áreas na Bahia e em São Paulo. A ideia é trabalhar empreendimentos com perfil econômico e de alto padrão.
Atualmente, as opções de imóveis oferecidas pelas companhias têm preços que variam de R$ 60 mil a R$ 1 milhão, a depender da área, da localização e do perfil do empreendimento.
Confira abaixo o bate-papo do Na Lata com o empresário Douglas Vaz.
PERFIL
- Nome: Douglas Vaz
- Empresa: Cristal Empreendimentos e Vaz Desenvolvimento
- Cargo na empresa: Fundador e diretor
- Empresa está no mercado: A Cristal desde 1985 e a Vaz desde 1995
- Negócio: Loteamentos econômicos e de alto padrão
- Atuação: A Cristal atua no Espírito Santo. A Vaz atua no Espírito Santo, em Rondônia e em Mato Grosso
- Funcionários: Considerando as duas empresas são 92 na área administrativa e 120 que atuam nos canteiros de obras
JOGO RÁPIDO COM QUEM FAZ A ECONOMIA GIRAR
Economia:
Tem uma dinâmica diferente dependendo da região do Brasil. A região do agronegócio está bombando. Já a região Sudeste está com a economia se arrastando.
Pandemia do coronavírus:
Tem o lado muito ruim e triste, que é o da doença em si e das vítimas, mas tem o lado das oportunidades e mudança de comportamento, por exemplo, o fato das pessoas valorizarem mais suas famílias e os espaços onde vivem.
Pedra no sapato:
Burocracia e insegurança jurídica.
Tenho vontade de fechar as portas quando:
A insegurança jurídica prevalece. Por exemplo, quando a interpretação de legislações é diferente de um órgão para o outro.
Solto fogos quando:
Quando há velocidade na análise de um projeto.
Se pudesse mudar algo no meu setor, mudaria...:
Eu criaria uma lei que estabelecesse que a análise de projetos na área de loteamento imobiliário deveria ser feita por uma comissão multidisciplinar. A validação de um projeto passaria ao mesmo tempo por representantes de órgãos como meio ambiente, desenvolvimento urbano, trânsito e procuradoria. Assim, não seria preciso o projeto ficar passando de secretaria em secretaria e cada uma ter uma interpretação diferente sobre o processo.
Minha empresa precisa evoluir em:
Na área de tecnologia. Passar a aplicar mais tecnologia no dia a dia do negócio.
Se começasse um novo negócio seria...:
No mercado imobiliário.
Futuro:
Fazer mais lançamentos e ter um olhar para áreas verdes e pessoas mais idosas.
Uma pessoa no mundo dos negócios que admiro:
Jorge Paulo Lemann. Ele me inspira pela simplicidade que tem como pessoa e também por valorizar seus colaboradores, oferecer oportunidades de crescimento na empresa e ter uma excelente capacidade de gestão.