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Petróleo e gás

O “coma induzido” de projeto da Petrobras no ES

Projeto Integrado Parque das Baleias, que prevê uma nova plataforma no Litoral Sul capixaba, foi adiado pela 3ª vez. Entenda por que a Petrobras tem postergado o investimento bilionário

Publicado em 17 de Outubro de 2020 às 05:00

Públicado em 

17 out 2020 às 05:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Plataforma FPSO Capixaba opera no Parque das Baleias e tem previsão de deixar a região em 2022
Plataforma FPSO Capixaba opera no Parque das Baleias e tem previsão de ser desmobilizada em 2022 Crédito: Petrobras/Divulgação
Pela terceira vez, a Petrobras adiou o projeto Integrado Parque das Baleias (IPB), que prevê a instalação de uma nova plataforma no Litoral Sul do Estado. Planejado inicialmente para começar a operar em 2021, o cronograma sofreu mudanças ao longo dos últimos anos e agora tem nova data: ter o primeiro óleo extraído somente em 2024, conforme comunicou a empresa nesta sexta-feira, 16.
A companhia justifica que a decisão tem relação com “o contexto econômico do cenário da Covid-19”, mas para fontes da coluna a opção de jogar para frente o projeto - que é o mais importante para o offshore capixaba desde a instalação da P-58, em 2014 - vai além do cenário decorrente da pandemia.
De fato a crise internacional do preço do barril do petróleo e todos os reflexos que o novo coronavírus trouxeram pesam no plano estratégico de qualquer empresa, mas isso não pode ser encarado de forma isolada. As próprias decisões anteriores de postergação da plataforma indicam que há tempos o Integrado Parque das Baleias deixou de fazer parte da lista de prioridades da Petrobras.
Aliás, não é novidade que os olhos e os recursos da petroleira estão voltados principalmente para o pré-sal da Bacia de Santos, onde o volume e a rentabilidade da produção são mais altos.
Há outro detalhe do projeto no Espírito Santo que acaba contribuindo para que a entrada de uma nova unidade não seja tão urgente. A nova plataforma vai operar em uma região em que a produção já é realizada.
A ideia é que o Integrado Parque das Baleias seja uma espécie de “upgrade” das atividades realizadas pelo FPSO Capixaba, previsto para ser desmobilizado em 2022. Ou seja, mesmo sem realizar o investimento bilionário, a Petrobras continua garantindo a produção ou pelo menos parte dela por mais dois anos.
“O projeto do Integrado tem poços novos e tem poços remanejados. Se esse óleo já está entrando para a empresa, em um momento em que ela precisa passar o pente-fino nos gastos, não faz sentido investir em um novo navio ali”, avaliou uma fonte ligada à Petrobras.
Sem contar que não surpreenderia se, na divulgação do próximo plano de negócios (2021-2025), o descomissionamento da FPSO Capixaba também ficasse para depois. O prazo dessa desativação, entretanto, não deve ser a perder de vista. A unidade já está muito próxima de atingir o tempo médio de vida útil de uma plataforma, que é de cerca de 15 anos. Postegar demais pode representar risco operacional.
Ainda que para a Petrobras não valha a pena empregar energia e recursos no projeto Integrado Parque das Baleias, neste momento, mantê-lo em seu planejamento indicando que ele pode ser recuperado em breve é uma estratégia da petrolífera também do ponto de vista político. É uma forma de manter o bom relacionamento institucional Para um grande conhecedor da área, cancelar o empreendimento causaria “confusão e mal-estar” com o governo do Estado.
De fato, ao manter o IPB na carteira de projetos ele continua vivo, mas, convenhamos, já não é de hoje que ele está em coma, aliás, em coma induzido. Retirar os aparelhos de vez será questão de tempo.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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