Se de um lado há empresas do Espírito Santo contando com as oportunidades de negócios que podem surgir com o descomissionamento das três plataformas no campo de Cação, no litoral Norte capixaba, do outro lado há quem defenda que as estruturas não devam ser retiradas do local.
Um grupo – formado por representantes de pescadores artesanais e esportivos, hotelaria e comércio – quer que as unidades da Petrobras permaneçam na região e sejam afundadas, mantendo assim o recife artificial desenvolvido ao longo das últimas décadas.
O coordenador do movimento “A plataforma é Nossa”, Carlos Jaques Ferreira, explica que as estruturas já estão no local há cerca de 40 anos e que retirá-las vai impactar negativamente a vida marinha da região e trazer prejuízos para diversos setores que têm atividades ligadas à pesca.
O grupo abriu um inquérito no Ministério Público Federal pedindo que a Petrobras afunde as unidades. “Hoje essa região é o melhor local de pesca. Então, contribui em muito para a economia local. Mas a Petrobras nos justifica que não pode ter uma responsabilidade eterna pelas plataformas, o que, segundo a empresa, aconteceria com o afundamento”, diz Jaques.