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Avanço na competitividade

Porto de Vitória movimenta navio com maior calado em sua história

Operação envolveu embarcação que tem calado (profundidade) de 12 metros. Até então, porto capixaba movimentava navios com calado de até 10,67 metros

Publicado em 17 de Setembro de 2020 às 05:00

Públicado em 

17 set 2020 às 05:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Navio Nikkei Sirius, com calado de 12 metros, deixou o Porto de Vitória rumo aos Estados Unidos
Navio Nikkei Sirius, com calado de 12 metros, deixou o Porto de Vitória rumo aos Estados Unidos Crédito: Codesa/Divulgação
Pela primeira vez na história, o Porto de Vitória movimentou um navio com calado (profundidade) de 12 metros, segundo a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). A operação aconteceu nesta quarta-feira (16) com a embarcação Nikkei Sirius, que deixou o porto capixaba rumo aos Estados Unidos carregando 49.009 toneladas de escória, um produto do segmento minero-siderúrgico.
Até então, o porto recebia navios com no máximo 10,67 metros de calado. Mesmo com o processo de dragagem e derrocagem, que levou anos e anos para acontecer e consumiu mais de R$ 120 milhões em recursos públicos, a movimentação era limitada porque não haviam sido concluídas as obras e os estudos que garantissem a segurança nas operações com navios de maior profundidade.
Com a finalização dessas obras, como a da sinalização náutica na Baía de Vitória, a Codesa iniciou o processo de testes, que foram divididos em três etapas. A primeira com quatro manobras experimentais de navios com calado de até 11,5 metros. A segunda com quatro manobras de embarcações com calado de 11,5 a 12 metros e a terceira com a profundidade variando entre 12 e 12,5 metros.
“Já fizemos a primeira fase e concluímos a segunda etapa nesta quarta-feira. Isso é emblemático. É a primeira vez na história do porto em que essa operação é possível. O resultado mostra que estamos cumprindo a promessa que fizemos ao assumir a gestão da Codesa. Finalmente, o porto vai capturar os benefícios da dragagem e da derrocagem, que já haviam sido feitas, mas ainda não eram utilizadas”, afirma o diretor de Operações e Infraestrutura da companhia, João Augusto Da Cunhalima.
Ele explica que os testes são importantes para avaliar se a manobra do navio na Baía de Vitória está acontecendo como foi previsto nas simulações. Se ela é realizada com segurança, e o comportamento da atividade na prática é semelhante ao que foi projetado no simulador, a manobra passa pela validação da Capitania dos Portos e então poderá ser liberada e feita regularmente.
Cunhalima lembra que a grande diferença não está no tamanho dos navios que vão operar no complexo portuário, mas na capacidade de carregamento que eles terão. Com a limitação do calado a 10,67 metros, algumas embarcações entram e saem do porto com um volume de cargas inferior ao que podem transportar. A expectativa é que, ao final do processo, haja um aumento de cerca de 15% na capacidade de movimentação do porto.
"A partir da utilização do novo calado, os navios vão poder transportar um volume maior de cargas e isso nos deixa mais competitivos, uma vez que há ganho de escala"
João Augusto Da Cunhalima - Diretor de Operações e Infraestrutura da Codesa
Apesar dos avanços, ainda é preciso que algumas etapas sejam cumpridas. Para o diretor, a expectativa é que o processo seja finalizado em aproximadamente seis meses. De acordo com ele, esse prazo vai depender do mercado, já que são os clientes que acessam o porto os responsáveis por definir a quantidade de carga que querem movimentar.
De qualquer modo, os avanços dos últimos meses mostram que o Porto de Vitória está no caminho de virar uma página, que por décadas ficou ancorada na ineficiência.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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