Com objetivo de se consolidar como um porto multicargas, Portocel vem apostando na atração de novos clientes e cargas para o seu negócio em Aracruz. Um desses passos que o terminal - controlado pela Suzano (51%) e Cenibra (49%) - vai dar em breve é com a movimentação de produtos vindos de Minas Gerais.
Portocel vai passar a exportar celulose solúvel fabricada pela companhia LD Celulose, que está implantando uma indústria com capacidade produtiva de 500 mil toneladas/ano no Triângulo Mineiro, entre os municípios de Indianápolis e Araguari.
A previsão é que a planta - que vai ser uma das maiores fábricas de celulose solúvel do mundo, com investimentos de R$ 5,2 bilhões - entre em operação em março de 2022.
As empresas acabacaram de fechar um contrato para a produção mineira ser escoada pelo porto capixaba, sendo que o transporte de Minas até aqui vai acontecer pelo modal ferroviário. Hoje, chega até Aracruz um ramal da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que, em Portocel, se divide em quatro vias.
Aliás, para realizar essas operações com o grupo, Portocel vai investir na extensão e na cobertura de parte de seus ramais ferroviários internos. O projeto está em fase de desenvolvimento e a sua execução é programada para o segundo semestre deste ano. Para as melhorias na infraestrutura, estão previstos investimentos da ordem de R$ 20 milhões no terminal em 2021.
Na avaliação da companhia portuária, os novos investimentos além de atender à demanda da LD, vão ajudar a fortalecer a movimentação de outras cargas. Nesse sentido, outro segmento que está no radar do terminal é o de rochas ornamentais, como já declarou à coluna o gerente executivo de Operações de Portocel, Alexandre Billot Mori.
"A parceria comercial com a LD Celulose está em linha com a nossa estratégia de atrair novos clientes e serviços e fortalecer nosso posicionamento como opção logística diferenciada"
A opção da LD Celulose S.A. pelo terminal capixaba foi pautada, segundo o CEO da empresa, Luís Künzel, pelo fato de Portocel ser referência no mercado de celulose e pela sua localização estratégica, fatores que contribuem para o ganho de competitividade.
A LD Celulose é resultado de uma joint venture entre o grupo austríaco Lenzing e a brasileira Duratex. Toda a produção será destinada ao abastecimento das unidades da Lenzing, para o fornecimento de fibras celulósicas produzidas de forma sustentável a fabricantes globais de têxteis e não tecidos.