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Entrevista

"Temos no setor de rochas uma boa expectativa para os próximos anos"

Avaliação é do novo presidente do Sindirochas, Ed Martins, que assume nesta sexta-feira (27) o comando da entidade patronal. Para este ano, a previsão é que o segmento ultrapasse a marca de US$ 1 bilhão em exportações.

Publicado em 27 de Agosto de 2021 às 02:00

Públicado em 

27 ago 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Ed Martins assumirá a presidência do Sindirochas
O empresário Ed Martins assumirá a presidência do Sindirochas Crédito: Wallace Hull
Um bilhão de dólares. Esta é a cifra que o setor de rochas ornamentais espera exportar em 2021. Com perspectivas otimistas, o segmento - que representa cerca de 10% do PIB capixaba - tem colhido bons resultados, mesmo em meio ao cenário de pandemia do novo coronavírus. 
A coluna entrevistou o empresário Ed Martins, que nesta sexta-feira será empossado como presidente do Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Espírito Santo (Sindirochas). Ele projeta que os próximos anos serão de bons negócios. 
"Acredito que se não aparecer nada para nos surpreender, teremos ainda alguns anos com demanda elevada e isso é bom, tanto para o setor, quanto para os colaboradores, fornecedores, enfim, promove toda a cadeia produtiva que se beneficia desse crescimento"
Ed Martins - Novo presidente do Sindirochas
Para o empresário, a mudança na alíquota do IPI combinada com a aplicação de novas tecnologias e o aumento da demanda pelos produtos vão contribuir para as empresas do Espírito Santo apresentarem um bom desempenho em 2021 e nos anos seguintes. 
O novo dirigente do Sindirochas disse ainda nesta conversa que o setor precisa melhorar as questões de segurança do trabalho e envolver cada vez mais empreendedores nas discussões e ações em prol do segmento.
A posse de Ed Martins acontece nesta sexta, às 17 horas, na Federação das Indústrias do Espírito Santo. A solenidade também vai empossar o novo presidente do Centrorochas, Tales Machado, que assim como Ed conversou com a coluna (link abaixo).
 O evento vai contar com a apresentação do secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Bruno Funchal, que vai abordar o panorama da economia nacional e como este cenário pode influenciar o setor de rochas ornamentais brasileiro e capixaba.
Abaixo você confere a entrevista completa com Ed Martins. 
Chapas de rochas ornamentais produzidas no Espírito Santo
Chapas de rochas ornamentais Crédito: Sindirochas/Divulgação

Há cerca de dois anos, quando o então presidente da Abirochas Reinaldo Sampaio participou da Vitória Stone Fair, ele comentou que o setor de rochas estava no seu terceiro ciclo de exportações. O primeiro ele disse ter sido o dos blocos, o segundo foi o das chapas serradas e polidas e o terceiro e atual ciclo é com o produto final. Esse ciclo citado por Sampaio é uma realidade da maior parte das empresas do Estado ou ainda se concentra nas grandes companhias?

Independentemente do porte das empresas, esta é uma realidade ainda não alcançada pelo volume - tanto esperado, quanto potencial - de empresas que atuam no setor, sendo uma grande oportunidade de desenvolvimento. Compreendemos que com o novo momento do setor e da modelagem do convênio setorial recém-assinado entre a Apex-Brasil e o Centrorochas, há um perfeito alinhamento para se alcançar positivos resultados.

A pandemia trouxe impactos e dificuldades para muitos setores, mas o segmento de rochas ornamentais conseguiu alcançar bons resultados em 2020 e, em 2021, também apresenta bom desempenho. Quais as perspectivas para o restante de 2021? O segmento projeta crescer?

O setor lidou com muita responsabilidade e competência. Com apoio da Federação das Indústrias, que orientou e contribuiu com as atualizações quase que diárias, seguimos rigorosamente os protocolos de segurança da saúde estabelecidos e tivemos baixo índice de contaminação nas indústrias. Passamos por momentos difíceis, claro, mas não houve registro de paralisação das atividades industriais do nosso segmento no Estado. O lockdown decretado em alguns países afetou diretamente a área comercial, mas nada que impactasse tanto quanto em outros setores. O crescimento das demandas veio bem antes do que esperávamos, por conta da alta procura devido à injeção de recursos na economia e o aquecimento da construção civil. Temos uma boa expectativa para os próximos anos de manter essa alta, tanto no mercado nacional, quanto internacional. Acredito que se não aparecer nada para nos surpreender, teremos ainda alguns anos com demanda elevada e isso é bom, tanto para o setor, quanto para os colaboradores, fornecedores, enfim, promove toda a cadeia produtiva que se beneficia desse crescimento. Nossa expectativa é ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em exportações ao final deste ano.

Todos os segmentos econômicos têm passado por grandes transformações em função das novas tecnologias. De que forma a inovação tem feito parte do segmento de rochas ornamentais?

Permitindo-nos retornar rapidamente ao passado para traçar um paralelo com o que vemos hoje no setor de rochas ornamentais, é possível atestar o quanto a inovação tecnológica, tanto em termos de máquinas, quanto de processos, permitiu o setor avançar em produtividade e qualidade. Temos consciência de que ainda podemos alcançar muitas outras melhorias que certamente fortalecerão a imagem do setor e a sustentabilidade das empresas e de seus processos.
Homem trabalha em pedreira
Pedreira da empresa capixaba Gramazini em Massapê, Ceará Crédito: Gramazini/Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, neste mês de agosto, a nova alíquota unificada do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) incidente sobre os itens destinados à pavimentação ou revestimento, com origem de rochas ornamentais e cerâmica, passando de 5% para 1%. O que isso representa para o setor de rochas?

Representa uma conquista frente a uma luta de mais de 20 anos na busca de tratamento isonômico na tributação dos produtos de rochas ornamentais, o que certamente permitirá melhoria das condições de competitividade dos produtos em todo o Brasil. Essa conquista é resultado de um trabalho de duas décadas realizado pelo Sindirochas, atendendo ao pleito do setor e que, nos últimos anos, contou com apoio do deputado federal, Evair de Melo, do líder da bacana capixaba, Josias da Vitória e da Federação das Indústrias (Findes), tanto na gestão do ex-presidente Léo de Castro, quanto na atual, de Cris Samorini.

O setor de mármore e granito ainda convive com acidentes de trabalho graves, em alguns casos até fatais. Como representante do setor, quais orientações que a entidade dá e trabalha para reduzir os acidentes? Onde o segmento está pecando?

Você citou um ponto muito importante e que, com certeza, tem nossa atenção, que é o desenvolvimento de ações para diminuir o número de acidentes nas empresas. Temos uma preocupação constante com a segurança dos nossos trabalhadores. Está em desenvolvimento um diagnóstico dessas incidências no setor para que nós, junto ao Ministério do Trabalho, Federação das Indústrias do Espírito Santo e Sindimármore, possamos apresentar soluções. É importante frisar que o Sindirochas trabalha e reconhece que soluções envolvem tanto empregadores, quanto empregados. Um na conscientização e disponibilização de equipamentos e adequação dos processos produtivos; o outro sendo sensível a essas informações, observação aos procedimentos e utilização dos EPI’s.

Quais são as principais diretrizes que o senhor pretende seguir à frente da instituição?

De imediato, estou me inteirando de todos os assuntos em curso na entidade. Eu já atuava no Conselho de Administração, mas estando como presidente, as demandas são muito maiores. De qualquer forma, um dos pontos de atenção atuar na questão dos acidentes de trabalho, como já citei e, ainda, aumentar a representatividade do Sindirochas, trazendo empresas que hoje não fazem parte e desmitificar a imagem de que o sindicato está vinculado apenas a Cachoeiro de Itapemirim, à região Sul. Nós temos hoje empresas em todo o Espírito Santo e precisamos agregar mais pessoas e novas ideias. O aumento da representatividade fortalece a entidade, mas mais do que isso, fortalece o setor como um todo. Aproveito o espaço para convidar a todos os empresários tanto do segmento de rochas, quanto de moagem (cal e calcário) que não são associados para virem conhecer nosso trabalho. Ainda está no radar a manutenção do forte elo firmado entre as entidades do setor de rochas, entre outras diretrizes.

Qual legado pretende deixar?

Ao final do mandato quero deixar entregas relevantes que mostrem ao empresário todo o trabalho desempenhado durante a gestão. Deixar o sindicato em equilíbrio financeiro com toda lisura que sempre pautou os gestores que o conduziram e, claro, quero encerrar minha gestão com um número maior de filiados, e que esses novos associados, juntos aos demais, tenham uma percepção favorável de todas as ações realizadas.

Ed Martins

Proprietário da Angramar Granitos e Mármores, localizada em Cachoeiro de Itapemirim, o empresário assumirá a presidência da entidade patronal do setor de rochas no Espírito Santo (Sindirochas). Ele já atuou no conselho do Sindirochas, além da experiência como diretor regional Centro-Sul da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

Perfil

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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