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Beatriz Seixas

Tome Nota: De queda na venda de mamão a estresse nas lotéricas

A coluna mostra alguns reflexos que a pandemia do coronavírus está trazendo para o dia a dia da população e para a economia

Publicado em 26 de Março de 2020 às 05:00

Públicado em 

26 mar 2020 às 05:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Produção de mamão no Espírito Santo
Produção de mamão no Espírito Santo Crédito: Fábio Vicentini
Maior exportador de mamão do Brasil, o Espírito Santo já começa a sentir os efeitos do coronavírus sobre esse setor. Produtores afirmam que a demanda reduziu, em alguns casos até pela metade. O impacto de certa forma era esperado já que o Espírito Santo tem a União Europeia e os Estados Unidos entre seus principais clientes, locais que estão enfrentando uma forte crise da pandemia da Covid-19.
Com diversas fronteiras fechadas e a redução do número de voos, o escoamento da fruta está prejudicado. Uma pena, já que com o dólar na casa dos R$ 5 seria um bom momento para o setor lucrar.
“Como exportar se não tem avião? O problema é que quando o mamão ficar maduro ou ele vai para a prateleira ou para o lixo. Os produtores estão vivendo esse dilema”, ponderou o diretor da Hydra Irrigações, Elídio Gama Torezani.

O ESTRESSE QUE TOMOU CONTA DE LOTÉRICAS

recomendação de fechamento do comércio no Estado nesta semana causou uma confusão em relação ao funcionamento de casas lotéricas. Embora, elas não fossem obrigadas a fechar as portas, isso não ficou claro para algumas autoridades. Resultado: em determinados locais, policiais obrigaram as loterias a encerrar as atividades, o que causou grande estresse em quem gere o negócio e também entre quem recebe benefícios, como o Bolsa Família, o seguro-desemprego ou a aposentadoria, por esse canal.
A dona de uma lotérica na Serra comentou com a coluna que durante toda a segunda-feira (23) e na terça-feira (24) até metade do dia foi uma indefinição sobre qual ordem deveria seguir. “A Caixa Econômica nos manda ficar abertos, já a polícia queria que fechássemos. Ficamos numa situação delicada. Ou desacatava a ordem da polícia ou então a da Caixa. Mas é preciso entender que somos serviço essencial e muitas pessoas de mais baixa renda dependem do nosso funcionamento. Nesta quarta, a situação já se normalizou, mas espero que não tenhamos que passar novamente por esse estresse todo”, desabafou.

EMENDA PARA LIMITAR TEMPO DE ALÍQUOTA REDUZIDA

O projeto de lei de autoria do governo do Estado que propõe reduzir a contribuição patronal a fundos de Previdência de 22% para 14% chegou à Assembleia Legislativa na última terça-feira (24) e, nesta quarta-feira (25), já recebeu uma emenda do deputado Lorenzo Pazolini (sem partido).
O parlamentar sugere a alteração do artigo 2º do projeto de lei complementar nº 16/202. Para Pazolini, é preciso colocar uma limitação temporal na aplicação da alíquota reduzida. A emenda propõe que a alíquota valha por até 90 dias depois que a situação de excepcionalidade da pandemia do coronavírus for superada.
A proposta do Executivo, segundo o próprio governo do Estado, tem o objetivo de economizar recursos para que o governo possa enfrentar a crise do coronavírus.
Luiz Fernando Figueiredo é CEO da Mauá Capital e ex-diretor do Banco Central
Luiz Fernando Figueiredo é CEO da Mauá Capital e ex-diretor do Banco Central Crédito: Reprodução YouTube

EX-DIRETOR DO BC DIZ QUE É PRECISO PRESERVAR TUDO PARA QUANDO NORMALIDADE VOLTAR

“Os mercados não acalmam por que ninguém sabe quanto tempo vai durar essa pandemia, mas a volatilidade está caindo. O Fed (o banco central dos EUA) continua tomando atitudes para estabilizar a situação. Não tem a menor cara que essa guerra vai ser perdida. Por mais que a gente sofra, tudo passa”. A afirmação é de Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do Banco Central e atual CEO da Mauá Capital, durante uma live com Paulo Henrique Correa, economista e fundador da Valor Investimentos.
Segundo o ex-diretor do BC, em crises como esta, algumas empresas ficam pelo caminho, mas “é preciso preservar tudo para quando voltar. A empresa precisa estar viva depois. Vai doer bastante, mas vamos sair dessa”, disse. No mercado financeiro, ele acredita que a crise está testando a resiliência das empresas, e que “empresas com capacidade de vendas on-line podem não sofrer tanto assim”.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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