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Beatriz Seixas

Tome Nota: Governo do ES perde quase 30% de receita de ICMS

Queda na arrecadação, oportunidades de negócios e dificuldade de conseguir crédito são algumas das situações da cena econômica capixaba durante a pandemia do coronavírus

Publicado em 19 de Maio de 2020 às 05:00

Públicado em 

19 mai 2020 às 05:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Arrecadação com impostos está em queda em virtude da pandemia do coronavírus
Arrecadação com impostos está em queda em virtude da pandemia do coronavírus Crédito: Jcomp/Freepik
Principal fonte de arrecadação do governo do Estado e um termômetro da atividade econômica, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) já começa a dar os sinais dos impactos da pandemia do coronavírus no Espírito Santo. De 1º a 11 de maio, a receita com esse imposto caiu 27% na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram R$ 412 milhões, em 2019, contra R$ 299 milhões em 2020, segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda.

QUEDA DOS ROYALTIES TEM REMÉDIO?

Aliás, falando em Secretaria da Fazenda, ao comentar sobre outra perda de receita, desta vez com royalties - em maio a arrecadação do governo do ES reduziu praticamente pela metade -, o titular da pasta, Rogelio Pegoretti, disparou: “Nem cloroquina dá jeito! O que dependemos mesmo é do mercado internacional e dos acordos entre Rússia e Arábia Saudita”, disse em tom de brincadeira e ironizando o fato de muitas pessoas, inclusive o presidente Jair Bolsonaro, considerarem a substância como a solução para o combate ao coronavírus.

DEU MATCH!

Empresas capixabas dos segmentos químico, do vestuário e de plástico fizeram, na última sexta-feira (15) um encontro de negócios virtual com grandes companhias que atuam no Espírito Santo e também com o governo do Estado. O objetivo foi entender quais são as necessidades de cada entidade e de que forma elas podem ajudar no combate ao coronavírus e ainda lucrar. Imetame, Vale, ArcelorMittal, Unimed, governo do ES e Fehofes (Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos) fizeram pedidos de compras de itens como: máscaras, uniformes, aventais, álcool gel e líquido, desinfetantes, sabonetes, detergentes e máscaras faciais de acetado. O gerente do Fórum +Negócios da Findes, Durval Vieira, disse que a ideia é valorizar as atividades das empresas locais e criar oportunidades em meio à crise do coronavírus.

SAGA PELO CRÉDITO

“Crédito está um escândalo de ruim”. “O dinheiro não chega às empresas nem por reza”. “É burocracia que não tem fim”. Frases como essas têm sido recorrentes entre empreendedores do Estado que precisam tomar crédito, mas não conseguem. Os números de uma pesquisa do Ideies ajudam a entender a dificuldade enfrentada neste período de pandemia do coronavírus. O estudo mostra que 19% das empresas capixabas que tentaram um empréstimo não tiveram sucesso. 23% conseguiram financiamento e nos demais 58% estão as empresas que não tentaram pegar dinheiro emprestado junto a instituições financeiras.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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