Principal fonte de arrecadação do governo do Estado e um termômetro da atividade econômica, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) já começa a dar os sinais dos impactos da pandemia do coronavírus no Espírito Santo. De 1º a 11 de maio, a receita com esse imposto caiu 27% na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram R$ 412 milhões, em 2019, contra R$ 299 milhões em 2020, segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda.
QUEDA DOS ROYALTIES TEM REMÉDIO?
Aliás, falando em Secretaria da Fazenda, ao comentar sobre outra perda de receita, desta vez com royalties - em maio a arrecadação do governo do ES reduziu praticamente pela metade -, o titular da pasta, Rogelio Pegoretti, disparou: “Nem cloroquina dá jeito! O que dependemos mesmo é do mercado internacional e dos acordos entre Rússia e Arábia Saudita”, disse em tom de brincadeira e ironizando o fato de muitas pessoas, inclusive o presidente Jair Bolsonaro, considerarem a substância como a solução para o combate ao coronavírus.
DEU MATCH!
Empresas capixabas dos segmentos químico, do vestuário e de plástico fizeram, na última sexta-feira (15) um encontro de negócios virtual com grandes companhias que atuam no Espírito Santo e também com o governo do Estado. O objetivo foi entender quais são as necessidades de cada entidade e de que forma elas podem ajudar no combate ao coronavírus e ainda lucrar. Imetame, Vale, ArcelorMittal, Unimed, governo do ES e Fehofes (Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos) fizeram pedidos de compras de itens como: máscaras, uniformes, aventais, álcool gel e líquido, desinfetantes, sabonetes, detergentes e máscaras faciais de acetado. O gerente do Fórum +Negócios da Findes, Durval Vieira, disse que a ideia é valorizar as atividades das empresas locais e criar oportunidades em meio à crise do coronavírus.
SAGA PELO CRÉDITO
“Crédito está um escândalo de ruim”. “O dinheiro não chega às empresas nem por reza”. “É burocracia que não tem fim”. Frases como essas têm sido recorrentes entre empreendedores do Estado que precisam tomar crédito, mas não conseguem. Os números de uma pesquisa do Ideies ajudam a entender a dificuldade enfrentada neste período de pandemia do coronavírus. O estudo mostra que 19% das empresas capixabas que tentaram um empréstimo não tiveram sucesso. 23% conseguiram financiamento e nos demais 58% estão as empresas que não tentaram pegar dinheiro emprestado junto a instituições financeiras.