O que diz a Findes:
1. O título da reportagem fala dos “Bastidores da Construção da Ferrovia no ES”. Nesse contexto, entendo que deveria dizer que os bastidores trazem interesses próprios. Que o interesse da Findes é trazer luz à discussão. Somente dando holofote nas discussões técnicas é que vamos ter clareza das oportunidades e dificuldades existentes para o desenvolvimento do Espírito Santo.
2. Transporte é essencial ao nosso projeto de desenvolvimento. Tenho convivido com muitos especialistas em logística, empresários que acreditam no Espírito Santo e que estão investindo fortemente nesse sentido. E todo conhecedor de logística sabe que transporte é de fato essencial a qualquer projeto de desenvolvimento! Isso é básico. Qualquer um que discuta logística tem que saber disso. O que a Findes está construindo é um projeto de desenvolvimento junto com o governo e a sociedade capixaba. Nesse projeto de desenvolvimento, o transporte e a logística têm um papel essencial.
Todo o histórico de desenvolvimento do Espírito Santo está pautado nas suas ações proativas, o que envolve dotar o Estado de uma logística competitiva
• O desenvolvimento da Vale ocorreu pela construção de uma ferrovia e de um porto (Porto de Tubarão).
• A Suzano é competitiva porque tem uma logística ferroviária e um Porto (Portocel).
• A Arcelor é competitiva porque tem uma logística ferroviária e um Porto (Praia Mole).
• A Samarco se desenvolveu no estado porque tem uma logística dutoviária e um Porto (Porto de Ubu).
Outras indústrias precisam de uma logística eficiente. Temos um potencial enorme em um conjunto muito grande de outros produtos, como as rochas ornamentais, as frutas, o café, a cerâmica, a indústria de metais, a indústria de inovação, e por aí vai. Todo esse conjunto hoje tem estado depende de uma logística ineficiente que leva nossas cargas a um alto custo para outros estados, ou seja, o escoamento da nossa produção mesmo com o Espírito Santo estando no local mais estratégico do litoral brasileiro tem se dado por outros estados, com uma logística com altos custos para quem produz no estado ou em suas áreas de influência.
3. O argumento internacional também é importante. Temos um potencial gigantesco para atingir mercados no exterior. Várias indústrias do Estado já demonstraram isso. Existem modelos no Brasil para desenvolvimento de ambientes adequados de produção para exportação, como as Zonas de Processamento de Exportação – ZPE. O volume enorme do mercado exterior abre portas para uma produção industrial em larga escala, o que traz oportunidade para a pesquisa, a inovação no Estado, trazendo o jovem para o campo da ciência e do desenvolvimento de empregos de alta qualidade e tecnologia. Porém, a instalação de indústrias em ZPE também depende de uma logística eficiente.
4. Estamos no caminho para criar o ambiente logístico que precisamos para o desenvolvimento industrial.
Já construímos um plano conjunto com Minas Gerais. Iniciamos a construção de planos conjuntos com Goiás e Mato Grosso. Vamos continuar nossas discussões com o Estado do Rio de Janeiro.
Estamos no caminho da construção!
Queremos trazer luz ao debate, mostrando que o Espírito Santo é o melhor lugar para se investir no Brasil.
Recentemente, fomos provocados que o ES o melhor lugar para se investir no setor de Petróleo e Gás. Esse setor também precisa de uma infraestrutura logística eficiente, com dutovias, ferrovias, portos.
Vamos usar o máximo da capacidade da infraestrutura existente e implantar as novas infraestruturas, quebrando gargalos e conquistando o máximo dessa capacidade.
5. A Findes deu início a um conjunto de estudos ferroviários de altíssimo nível e qualidade. O primeiro de 5 cenários que estão sendo estudados já demonstrou que o Corredor Centro-Leste está limitado em uma capacidade de 10 milhões de toneladas de carga (exceto o minério na Vitória a Minas).
Essa falta de capacidade está identificada no trecho da Serra do Tigre, por onde passa a Ferrovia Centro-Atlântica - FCA.
O gargalo, até a pouco tempo atrás, também estava identificado na capacidade dos portos do Espírito Santo.
Nesse sentido, o governo federal já percebeu a necessidade de destravar portos e já deu início ao processo de maior participação privada nos portos administrados pela Codesa, Porto de Vitória e Porto de Barra do Riacho.
O primeiro cenário dos 5 iniciais que estamos estudando demonstrou que temos potencial para movimentar cerca de 45 milhões de toneladas nesse corredor ferroviário, hoje limitado a 10 milhões de toneladas.
Nossa ferrovia é quase que totalmente dedicada a uma carga só.
Precisamos expandir.
Ou seja, ficamos muitos anos com gargalos portuários por conta da inviabilidade criada pelos gargalos ferroviários e rodoviários. Com essa inviabilidade sistêmica que se estabeleceu na nossa logística, temos perdido indústrias para outros Estados.
Neste momento, empresários que acreditam no potencial do Espírito Santo estão quebrando essa corrente!!!
Temos investimentos já decididos e certos no setor portuário que vão destravar a capacidade portuária. Dois exemplos são o Porto da Imetame e o Porto de Barra do Riacho, que entra na privatização da Codesa.
Essa ação empreendedora do setor portuário traz luz aos gargalos ferroviários que agora precisamos trabalhar para destravar.
A indústria irá se instalar, como já se instalou no passado, quando nossos planos de desenvolvimento trabalhavam conjuntamente com a infraestrutura necessária a esse desenvolvimento.
Temos a melhor condição fiscal de todos os Estados do Brasil. Temos uma condição política estável. Temos empresários dedicados e com altíssima capacidade. Temos o melhor ambiente de negócios e precisamos de uma logística condizente com esse cenário.
6. Temos argumentos técnicos claros e comprovados do potencial logístico do Arco Leste e do Espírito Santo como infraestrutura portuária para o desenvolvimento produtivo.
A dúvida sobre a viabilidade do desenvolvimento do Espírito Santo só serve a outros interesses contrários ao do próprio Espírito Santo.
É chegada a hora de termos certezas!
A Ação do Espírito Santo não pode mais ser retórica, ela tem que ser efetiva e prática na busca de soluções e não de dúvidas.